Vida Urbana

Polícia investiga morte de recém-nascido em maternidade de Patos

Bebê morreu no sábado (26); família diz que houve erro médico.



A morte de um recém-nascido na maternidade Peregrino Filho, em Patos, no Sertão, vem sendo investigada pela Polícia Civil. O bebê morreu na noite do último sábado (26). Familiares e a mãe da criança que morreu alegam que houve um erro por parte da equipe médica, conforme informações da polícia.

De acordo com o delegado Sylvio Rabelo, o boletim de ocorrência foi registrado no domingo (27), mas o inquérito só foi aberto nesta segunda-feira (28). Segundo o depoimento da família, a mulher de 21 anos chegou à maternidade na sexta-feira (25) sentindo contrações do parto e permaneceu até o sábado sentindo as dores.

“A família alega que durante todo o sábado ficou informando à equipe médica de que a mulher estava se sentindo muito mal, com as dores e debilitada e que queriam que o parto fosse feito por meio de cirurgia. Mas, todas as vezes que procuravam a equipe, a médica dizia que não iria fazer a cirurgia, pois a mãe iria ter o filho de maneira natural”, disse o delegado.

Ainda segundo a Polícia Civil, a criança nasceu de parto normal na noite do sábado, mas morreu em seguida por insuficiência respiratória. O delegado disse que vai ouvir o depoimento de familiares, testemunhas e a equipe médica que estava de plantão no dia.

“Não sabemos quem é a médica responsável pelo parto, mas já estamos acionando a maternidade. Ainda não ouvimos os parentes, pois eles estão muito abalados. Nossa intenção é investigar para saber se houve um erro médico mesmo, ou se a morte da criança se deu por complicações naturais”, explicou.

O delegado Sylvio Rabelo ressaltou que este não foi o primeiro caso em que a maternidade sofre denúncias de erro médico após morte de recém-nascidos. “Em 2015 tivemos um caso e no início do segundo semestre deste ano, também”, disse.

Em nota, a direção da maternidade afirma que o atendimento "ocorreu dentro do que determinam os protocolos para partos assistidos prolongados". Diz ainda que "infelizmente e por razões que fogem ao alcance da medicina, a evolução do RN [recém-nascido] não foi satisfatória, tendo ido a óbito cerca de sete horas depois do parto".