Vida Urbana

Professores da UFCG descartam greve, mas fazem paralisação contra PEC 55

Confronto entre alunos marcou assembleia e segurança precisou ser acionada



Durante assembleia marcada por tumulto e confronto entre grupos de alunos, que entrou pelo começo da tarde desta quinta-feira (24), os professores da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) descartaram a realização de uma greve na instituição. Na sexta-feira (25), os docentes irão paralisar as atividades em cumprimento ao calendário estabelecido pelo Fórum Nacional dos Servidores Públicos e em protesto contra a PEC 55, que cria um teto para os gastos públicos nos próximos 20 anos. No final da assembleia, a Associação dos Docentes da UFCG teve de solicitar apoio da segurança para evitar que a ocorrência de agressões.

Os estudantes queriam participar da reunião, mas por falta de espaço tiveram de escolher representantes para expor seus argumentos favoráveis e contrários à greve. No final da assembleia, o carro de uma professora foi pichado e um professor teria agredido um dos alunos. De acordo com Luciano Queiroz da Adufcg, a diretoria da entidade teve de acionar a segurança e a situação ficou tensa.

Luciano disse que a entidade fez um encaminhamento no sentido de rejeitar a greve por entender que neste momento, ela não alcançaria o efeito necessário. “Foram 246 contrários contrários a defglagração da greve, 77 favoráveis e 15 abstenções. Entendemos que atualmente, a greve da educação é insuficiente para barrar as reformas do governo, o que só conseguiremos com uma greve geral. Além disso, já estamos perto das férias e as condiçõs de mobilização da UFCG ainda é pequena”, disse.

Nos próximos dias 28 e 29 - data de votação da PEC 55, cerca de 100 pessoas estarão em Brasília, para realizar uma espécie de vigília no Senado.