Vida Urbana

Setor de serviços na Paraíba apresenta queda no mês de setembro

Paraíba apresentou índices abaixo da média nacional. Dados são da Pesquisa Mensal de Serviços do IBGE.



Nelsina Vitorino
Nelsina Vitorino
Paraíba acumula uma queda de 8,6% em 2016 no volume de serviços

O setor de serviços passa por um mau momento na Paraíba. De acordo com a Pesquisa Mensal de Serviços  (PMS)  de setembro, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta quarta-feira (16), o índice e variação do volume de serviços e o índice e variação da receita nominal de serviços tiveram queda acumulada no ano de 8,6% e 5,2% respectivamente. Os números são piores que a média nacional.

De acordo com a pesquisa, na o volume de serviços contratados no mês de setembro deste ano a Paraíba teve uma queda de 6,3% em relação ao mês anterior, agosto. Nos nove primeiros meses de 2016 a queda acumulade é de 8,6%, e no acumulado dos últimos 12 meses é de 8,7%. A variação negativa nos serviços na Paraíba é maior do que a média nacional, que apresenta uma redução de 4,9% em relação ao mês de agosto, e uma redução acumulada nos 9 primeiros meses do ano de 4,7%, e nos últimos 12 meses apresentando uma queda de 5%. Em um comparativo com os estados do Nordeste, a Paraíba apresentou um desempenho melhor do que os estados de Pernambuco, Bahia e Maranhão.

Quando avaliado o volume de receita gerado pelos serviços contratados os números também são preocupantes. A Paraíba apresentou uma queda, no mês de setembro, de 2,7% em referente à agosto, no acumulado de 2016 a queda é de 5,2% e no acumulado dos últimos 12 meses a queda é de 4,9%. Os números da média nacional apontam para uma estagnação do volume das receitas. No mês de setembro, em relação ao mês de agosto, ouve uma queda de 0,2%, todavia no acumulado de 2016 a variação é positiva em 0,4% e no acumulado dos últimos 12 meses a variação positiva é de 0,2%. Em comparação com os outros estados do Nordeste, a Paraíba só apresentou resultado melhor do que os estados de Sergipe e Maranhão.

Ceará e Alagoas apresentam os melhores números do Nordeste. Apesar de ainda acumularem queda no volume de serviços, em ambos os estados os números do volume da receita apresentam um leve aumento, tanto no acumulado do ano, como no acumulado dos últimos 12 meses. O que significa que mesmo estando contratando menos serviços, a população está pagando mais pelos serviços que são contratados. 

Em Alagoas o volume de serviço acumula queda de 1% no acumulado de 2016 e 1,4% levando em cosideração os útlimos 12 meses. Já no Ceará o acumulado de 2016 no volume de serviços apresenta uma queda de 1,3% e 2,8% se levado em consideração os últimos 12 meses. Em relação ao volume de receita o Ceará acumula alta de 4,7% em 2016 e 3,6% nos últimos 12 meses, e Alagoas apresenta um aumento de 2,7% em 2016 e 2,3% levando em consideração os últimos 12 meses.

Para a construção dos índices, o IBGE leva em consideração os serviços prestados às famílias, o serviços de informação e comunicação, serviços profissionais, administrativos e complementares, transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio, e outros serviços. A pesquisa completa pode ser conferida no site do IBGE.