Vida Urbana

60% da população LGBT de João Pessoa está desempregada, aponta estudo

Projeto da Coordenadoria LGBT auxilia inserção deste público no mercado e outros programas sociais.



Divulgação
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Levantamento mostra que 31,5% está trabalhando e 6% é formado por aposentados ou beneficiários

Um levantamento realizado pela Coordenadoria LGBT de João Pessoa, e divulgado nesta quarta-feira (16), revela que 60,9% da população LGBT está desempregada. Os dados referente a área empregatícia mostra que 31,5% está trabalhando, 6% é formado por aposentados ou beneficiários e 1,5% não respondeu. O levantamento tem como base dados do programa Transcidadania.

Ainda de acordo com os dados, as mulheres trans (quem nasce com o órgão reprodutor masculino, mas que pertencem ao gênero feminino) são as mais atendidas pelo programa Transcidadania. Elas representam 51,13% dos atendimentos, enquanto as travestis equivalem a 33,83% e os homens trans (quem nasce com o órgão reprodutor feminino, mas que pertencem ao gênero masculino) são 15,04% dos atendimentos.

Já sobre a renda mensal, 53,3% dos pesquisados informaram que não tem qualquer renda mensal, 23,3% recebem até um salário mínimo e apenas 8,2% recebem acima de um salário mínimo. Outros 15% não responderam ao questionamento.

O coordenador de Promoção da Cidadania LGBT, Roberto Maia, destaca que muitas transexuais se encontram em situação de vulnerabilidade e de rua. “Fazemos o acolhimento dessa população e encaminhamos para Casas de Acolhida, onde recebem dormida e alimentação até que consigam se inserir nos programas sociais”, destacou.

Segundo a coordenação do projeto, o programa também desenvolve inúmeras ações que levam cidadania a população trans, a exemplo de oficinas e palestras com profissionais da rede pública de saúde sobre o atendimento e acolhimento integral de pacientes trans, assim como o acesso a Educação, com a oferta de cursos profissionalizantes.

Encaminhamentos

Desde o lançamento, em abril de 2015, o programa já encaminhou cerca de 20 transexuais para o mercado de trabalho, por meio de parcerias com empresas instaladas na capital, a exemplo da AeC e Contax. “Essa ação é importantíssima porque essa população ainda é muito discriminada. É uma exclusão que acontece pela identidade de gênero, pois alguns ainda enxergam a transexualidade como doença”, lamenta Roberto Maia.

O projeto também promove a inserção dessa população nos programas sociais e de habitação, como ‘Minha Casa, Minha Vida’. Além de ter parceria com Sistema Nacional de Empregos (Sine) Municipal, que oferece empregos e cursos profissionalizantes ao público LGBT.