Vida Urbana

Infraero diz que está tentando encontrar uma forma de evitar saída de voo de Campina

Posto de abastecimento da cidade atende apenas aeronaves de voos não regulares.



Em contato com a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) sobre o risco da empresa Gol Linhas Aéreas deixar de operar no Aeroporto João Suassuna de Campina Grande, o JORNAL DA PARAÍBA apurou que a situação sendo analisada para evitar a saída dos voos da rota. Atualmente, o João Suassuna conta com três voos, sendo dois da Gol e um da Azul para Recife, Petrolina e João Pessoa. A média diária de movimentação de passageiros em Campina Grande, segundo dados do mês de outubro é de 328 passageiros por dia.

Em resposta, a Infraero declarou que “está analisando a questão para definir uma forma de manter a empresa no aeroporto. Entretanto,cabe destacar que o aeroporto é homologado para receber voos comerciais regulares e a decisão de uma empresa de deixar de operar num terminal compete exclusivamente a ela, que pode levar em conta fatores como demanda, custos, ocupação e distribuição de malha aérea.”

Em relação ao problema de abastecimento, a Infraero explicou que o posto de abastecimento de aeronaves instalado em Campina Grande é da bandeira branca e por isso, atende apenas as aeronaves de aviação geral de voos não regulares. As empresas aéreas comerciais com voos regulares fazem abastecimento apenas com distribuidores credenciados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocumbustíveis (ANP).

O Aeroporto de Campina Grande é homologado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para receber operações e seu terminal, com capacidade para 900 mil passageiros por ano. Já na capacidade de movimentação da pista, Campina Grande pode receber até 68,25 mil pousos e decolagens. Em 2015, esse número foi de 3,59 mil.