Vida Urbana

Acusados de morte de criança em 'ritual' vão a júri popular

Quatro suspeitos - dentre eles a mãe do menino - serão julgados por morte da criança em outubro de 2015.



Os quatro réus envolvidos na morte do menino Everton Siqueira, de 5 anos, assassinado durante um 'ritual' na cidade de Sumé em outubro de 2015vão a julgamento com júri popular. A juíza Giovanna Lisboa Araújo de Souza, responsável pelo caso, pronunciou todos os réus na quarta-feira (9). Um deles é a mãe do garoto assassinado.

Os defensores públicos que fazem a defesa dos réus serão notificados e, a partir da intimação, começa a correr o prazo para o recurso. Ainda não há data de realização do júri. Foram denunciados pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) a mãe da criança, o padrasto, um amigo da família e um homem apresentado como "pai de santo". A promotoria afirma que o menino foi usado em um ritual.

Quatro pessoas estão presas acusadas de participação direta nesse crime, conforme as investigações policias: a mãe da criança, Laudenice dos Santos Siqueira; o padastro, Daniel Ferreira dos Santos; um amigo da família, Denivaldo Santos Silva e um suposto pai de santo, Wellington Soares Nogueira.

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A mãe está detida na Penitenciária de Recuperação Feminina Maria Júlia Maranhão, em João Pessoa, já o padastro e o amigo da família estão na Penitenciária Doutor Romeu Gonçalves de Abrantes (PB1), também em João Pessoa. Na época do crime, um deficiente mental, João Batista Alves, também havia sido preso, mas foi assassinado dentro do PB1; o acusado de ter cometido esse crime é o padastro da criança.

Relembre o caso

Everton Siqueira da Silva, 5 anos, foi encontrado morto em uma vala no bairro Frei Damião, na cidade de Sumé, no Cariri paraibano, no último dia 13 de outubro. A Polícia Civil prendeu cinco pessoas acusados do crime: a mãe da vítima, Laudenice dos Santos Siqueira; o padrasto, Joaquim dos Santos; o amigo do padrasto Denivaldo Santos Silva; um amigo da família Wellington Soares Nogueira e João Batista. Este último possuía problemas psiquiátricos e foi assassinado por Joaquim dos Santos dentro da cela do presídio de segurança máxima, PB1, em João Pessoa, um dia após chegar ao local, só que depois foi constatado que ele não teve participação no crime.