Vida Urbana

Corpos de paraibanos mortos na Espanha devem ser liberados na quinta

Cremação dos corpos depende apenas de uma decisão da Justiça. Cinzas serão trazidas para João Pessoa.



Pedro Morais
Pedro Morais
Walfran disse que um dos motivos para a demora na liberação foi a ausência do registro do menino Davi

Os corpos da família paraibana vítima da chacina na cidade de Pioz, na Espanha, devem ser liberados pela Justiça local na quinta-feira (3). A informação foi confirmada por Walfran Campos, irmão de Marcos Campos Nogueira, um dos mortos no crime, nesta terça-feira (1º). Segundo ele, após a liberação os corpos vão ser queimados e, em seguida, as cinzas serão transladadas para João Pessoa .

O quádruplo assassinato aconteceu no dia 17 de agosto e foi descoberto um mês depois. As vítimas foram os paraibanos Marcos Campos Nogueira, a esposa dele, Janaína Santos Américo, e os dois filhos pequenos do casal, Maria Carolina e Davi. O crime foi confessado pelo sobrinho de Marcos, François Patrick Nogueira Gouveia, que se entregou na Espanha, em 19 de outubro.

De acordo com Walfran Campos, a família já pagou os valores necessários para a repatriação das cinzas e está apenas aguardando a liberação da Justiça. Ele explicou que a demora se deu em função de dois fatores. Davi, o filho mais novo, é espanhol, porém não tinha registro e esse documento precisou ser emitido. Havia também a expectativa que a defesa de Patrick pedisse uma segunda autópsia nos corpos.
 

“Se liberar quinta, a funerária vai pegar os corpos em Madri e levar para a cidade de Lugo, para crema. Já tá tudo pago para deixar eles deixarem em João Pessoa as urnas”, explicou Walfran Campos. O irmão de Marcos chegou na capital na quinta-feira (27) após passar cerca de um mês na Espanha acompanhando as investigações do caso.
 

Relembre o caso

Os corpos das famílias paraibanas foram descobertos no dia 18 de setembro. As autoridades foram alertadas por um vizinho 'que percebeu o odor' vindo da residência.
 

Inicialmente a Guarda Civil espanhola trabalhou com a possibilidade de ajuste de contas. Porém, com o avançar das investigações, descartou-se essa tese e, 15 dias após a descoberta dos corpos, o caso foi dado como encerrado. E François Patrick Nogueira Gouveia foi apontado como único suspeito, após a polícia achar material genético dele no local do crime.

Após se entregar na Espanha, Patrick confessou ser de fato o autor do crime. Em depoimento, ele não revelou os motivos que fizeram com que ele cometesse o assassinato, disse apenas que “sentiu uma ódio incontrolável e uma vontade de matar”.

Na sexta-feira (28), surpreendentemente, a Polícia Civil da Paraíba anunciou a prisão de um segundo suspeito de envolvimento nas mortes. A prisão preventiva de Marvin Henriques Correia foi pedida pelo Ministério Público, que acredita que o jovem de 18 anos participou do crime, mesmo à distância. Ele trocou mensagens via WhatsApp com Patrick, enquanto este executava o crime bárbaro.