Vida Urbana

Mulher é encontrada morta e sem roupas dentro de cisterna

Quatro anos e sete meses após estupro coletivo, Queimadas é palco de mais uma morte trágica.   



Divulgação/Sandra Paula
Divulgação/Sandra Paula
Cisterna onde Terezinha foi encontrada

Quatro anos e sete meses após a barbárie de Queimadas (PB), que deixou um saldo de cinco mulheres estupradas e duas mortas, a cidade, localizada no Agreste da Paraíba, volta a registrar mais um assassinato com requintes de crueldade. Uma mulher identificada, como Terezinha, de 63 anos, foi encontrada morta e despida em uma cisterna dentro um aterro sanitário do município. O corpo foi encontrado no início da tarde desta segunda-feira (24) e, segundo a Polícia Militar, apresentava sinais de violência e existe a suspeita de que ela foi estuprada.

Conforme a Polícia Civil, o corpo foi encontrado por volta das 12h.  Até 15h20, a polícia não tinha a confirmação de nenhum reconhecimento de corpo, por parte de familiares. Segundos pessoas que estavam no aterro, Terezinha era vista com frequência no local.

De acordo com a comandante da Companhia de Polícia Militar Independente (CPMI), na cidade de Boqueirão, capitã Luciana Firme, a mulher estava com ferimentos na cabeça e próximo ao local foi encontrada uma pedra com sangue. O fato levantou a suspeita de que a pedra tenha sido usada na agressão que pode ter resultado na morte.

Ainda segundo a comandante, a cisterna onde o corpo foi encontrada estava vazia e seria limpa nesta segunda-feira (24) para receber água. “Ela foi vista ontem por volta de nove da noite, possivelmente pela última vez. Hoje (24) por volta de meio dia foi encontrada dentro de uma cisterna, sem roupas e com ferimentos na cabeça. Pelo que vimos aqui existe sim a possibilidade de violência sexual, que será confirmada pelo Departamento de Medicina Legal (DML)", explicou a policial.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, até 15h20 uma equipe no Núcleo de Homicídios da Polícia Civil, em Queimadas, estava no local. A Polícia Militar foi a primeira a chegar no aterro e fez um isolamento da área, aguardando a chegada no Instituto de Polícia Científica (IPC) para perícia.