Vida Urbana

Acusado de contratar pistoleiros para matar casal vai a júri nesta quinta

 Crime aconteceu em 29 de março de 2014, na saída de uma festa  de casamento. Mandante é o próprio noivo.



Reprodução/TV Paraíba
Reprodução/TV Paraíba
Casal de empresários foi assassinado após sair de festa de casamento

O julgamento de Franciclécio de Farias Rodrigues, acusado pelo Ministério Público (MP) de ser o responsável por contratar os pistoleiros para matar o casal Washington Luiz e Lúcia Santana, na saída de um casamento, acontece na manhã desta quinta-feira (20), a partir das 9h , no Fórum Afonso Campos, em Campina Grande. Crime aconteceu no dia 29 de março de 2014, quando o casal saia de uma festa de casamento, no bairro do Catolé. MP espera que Franciclécio tenha pena máxima. Defesa acredita em absolvição do acusado.

Segundo o promotor, Franciclécio é acusado de ter financiado o pagamento dos executores do duplo homicídio do casal, quando as vítimas saíam da festa de casamento do sócio, Nelsivan Marques, considerado o mentor do homicídio. Ao todo, seis pessoas foram acusadas pelo MP suspeitas de terem participado do crime e duas delas já foram julgadas, enquanto outras três aguardam julgamento de recurso no Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba (TJPB), que decide se vão a júri popular.

"O crime foi cometido através de seis pessoas. Um deles, Samuel, foi quem efetivamente matou. Ele foi levado ao local do crime por Gilmar, que foi contratado por Franciclécio - que organizou a parte final do crime que já era planejado por Nelsivan. Franciclécio foi intermediário entre Nelsivan e os executores. Houve uma primeira tentativa contra o casal no dia 1 de março e depois houve a morte", disse Arlindo Almeida.

Gilmar Barreto da Silva foi condenado a 37 anos e quatro meses de prisão e Samuel Alves da Silva a 42 anos. O julgamento dos acusados aconteceu no dia 18 de agosto de 2016 e foi presidido pelo juiz Falkandre Queiroz. Gilmar teria sido o responsável por dirigir o veículo que levou Samuel ao local do crime; dentro do carro também estava a esposa de Gilmar, Maria Gorete Alves, que é acusada de ser cúmplice no homicídio e a única que responde ao processo em liberdade.

Homicídio ocorreu após duas tentativas frustradas

Gilmar teria sido contratado por Nelsivam após duas tentativas frustradas de matar o empresário Washington Luiz: no dia 1 de março de 2014, quando os sócios chegavam em Campina Grande depois de uma viagem; e no dia 15 de março do mesmo ano, quando Gilmar e Samuel tentaram invadir a casa do empresário. O suspeito da primeira tentativa de homicídio é Aleff Sampaio dos Santos, um dos que aguardam decisão do TJPB para ser julgado.

O promotor Arlindo Almeida está confiante de que Nelsivan, Maria Gorete e Aleff também sejam julgados em júri popular. "A probabilidade de eles não irem a júri é muito pequena, porque quando há qualquer indício de que a pessoa participou do crime ela vai a julgamento. A tática dos advogados é de jogar a coisa mais pra frente para que a sociedade vá esquecendo", pontuou, dizendo ainda que não há previsão para os próximos julgamentos.

Por sua vez, a defesa acredita que o acusado Franciclécio de Farias Rodrigues será absorvido pelo júri.