Vida Urbana

PF investiga empresa responsável pelo Aviões do Forró

Mandados foram cumpridos nas cidades de Sousa, Fortaleza e Russas.



Divulgação
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A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira (18) a operação "For All", contra fraudes no Imposto de Renda cometidas por um grupo empresarial atuante no ramo do entretenimento e responsável por famosas bandas de forró, como Aviões do Forró, e casas de show no Ceará. A ação foi conjunta com a Receita Federal. Foram cumpridos 76 mandados judiciais na Paraíba e no Ceará. No Estado o mandado está sendo cumprido na cidade de Sousa, Sertão paraibano. No decorrer da investigação, foram identificados indícios de lavagem de capitais, falsidade ideológica e associação criminosa.

Os cantores Xand e Solange Almeida, vocalistas da banda Aviões do Forró, prestam depoimento na sede da Polícia Federal ainda na manhã desta terça-feira (18). Eles foram levados para prestar esclarecimentos sobre os crimes investigados.

Estão sendo cumpridos 76 mandados judiciais, sendo 32 de condução coercitiva (quando a pessoa é levada a depor e depois é liberada) e 44 de busca e apreensão em Fortaleza, Russas (CE) e Sousa (PB). Há apenas um mandado sendo cumprido na Paraíba; os demais são no Ceará. Os mandados estão sendo cumpridos por cerca de 260 policiais federais e 35 auditores. A Justiça Federal também decretou o bloqueio de imóveis e a apreensão de veículos pertencentes a pessoas ligadas ao grupo.

Polícia Federal deflagra operação "For All", que investiga grupo empresarial de Forró (Foto: Gioras Xerez/G1)

Isaías Duarte e Carlos Aristides foram prestar depoimento na sede da PF (Foto: Gioras Xerez/G1)

Há indícios de que os integrantes da organização forneciam dados falsos ou omitiam dados nas suas declarações de Imposto de Renda - pessoa física e jurídica - , para não enfrentar as cobranças de tributos. O grupo ainda adquiria bens, como veículos e imóveis, sem declarar ao Fisco. Foram encontradas divergências sobre valores pagos a título de distribuição de lucros e dividendos, movimentações bancárias incompatíveis com os rendimentos declarados, pagamentos elevados em espécie, além das diversas variações patrimoniais a descoberto.

As medidas judiciais cumpridas hoje pela Polícia Federal têm por finalidade buscar a responsabilização das pessoas físicas e jurídicas ligadas ao grupo empresarial e possibilitar que Receita Federal se municie de elementos suficientes permitindo uma real avaliação dos possíveis tributos sonegados.

Entre as pessoas levadas à sede da Polícia Federal, em Fortaleza, para prestar depoimento estão os empresários Isaías Duarte, conhecido como Isaías Cds, e Carlos Aristides, do grupo A3 Entretenimento. A empresa investigada na operação informou que ninguém comentaria o assunto.

Nome da operação
A PF informa que o nome “FOR ALL” faz referência à expressão da língua inglesa “for all” (para todos), uma vez que existem notícias de que no início do século XX, os engenheiros britânicos, instalados em Pernambuco para construir a ferrovia Great Western, promoviam bailes abertos ao público (for all). Assim, o termo passaria a ser pronunciado “forró” pelos nordestinos. O nome da operação veio dessa origem popular da palavra Forró, principal ramo de atividade do grupo investigado.