Vida Urbana

Professores da rede estadual paralisam atividades por 24 horas

Professores querem aprovar novo PCCR. Eles para novamente nos dias 26 e 27.



Francisco França
Francisco França

Os professores da rede estadual da Paraíba estão com as atividades paralisadas nesta sexta-feira (14). Com a paralisação, mais de 380 mil alunos, em 741 escolas, ficam sem aulas. Segundo a Associação dos Professores de Licenciatura Plena do Estado da Paraíba (APLP), a paralisação é simbólica já que amanhã (15) é Dia do Professor, e o objetivo é mobilizar os professores para assinarem um abaixo-assinado pelo Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR), que será entregue ao Governo.

"Vamos apresentar o novo PCCR, que vai ser entregue no dia 26. É um abaixo-assinado para que o Governo encaminhe para o poder legislativo", afirmou Lúcio Barbosa, diretor financeiro da APLP. Ainda segundo Barbosa, os professores estão "fadados a mendigar reajustes de aumento". No momento, segundo o órgão, não focam as reivindicações em reajuste salarial, e sim no PCCR para a categoria.

Mas, ainda conforme Barbosa, a categoria sofreu nos últimos dois anos um déficit salarial, já que não houve aumento. "Temos uma defasagem [salarial] nos dois últimos anos, não houve aumento. É um déficit de quase 16%", informou. "Queremos uma correção do salário dentro do que determina o PCCR, a implantanção do aumento é apenas para corrigir as distorções salariais", acrescentou.

Segundo a APLP, novas paralisações dos professores estaduais estão previstas para os dias 26 e 27 de outubro. E, no dia 26, os professores vão levar o abaixo-assinado junto com o PCCR da categoria para o Governo, para que levem à Assembleia e o legislativo votem para entrar em vigor.

"Esse é o primeiro avanço no magistério, que a mais de 13 anos teve um PCCR aprovado, e a partir disso foi só exclusão. Chegou o momento de novas propostas e novos objetivos, para que tenhamos uma carreira digna", analisou Lúcio Barbosa.