Vida Urbana

Vendas no comércio caíram até 70% durante a greve dos bancos

"No geral, para o comércio infelizmente a greve foi ruim", disse o vice-presidente da CDL-JP.



Herbert Clemente
Herbert Clemente
Com o fim da greve dos bancários, a perspectiva do comércio é de melhora nas vendas

comércio de João Pessoa sofreu com os reflexos negativos da última greve dos bancários que se encerrou na sexta-feira (7), e durou por 31 dias - sendo a mais longa dos últimos 12 anos. Segundo a Câmara de Dirigentes Lojistas de João Pessoa (CDL-JP), alguns ramos do comércio tiveram queda de até 70% nas vendas, o que comprometeu o rendimento comercial e, consequentemente, os pagamentos de impostos e da folha salarial dos lojistas.

Segundo Nivaldo Vilar, vice-presidente da CDL-JP, a greve dos bancários foi prejudicial ao comércio local. "Realmente todos os tipos de comércio foram prejudicados, alguns mais do que outros, mas no geral, foi prejudicial para todos os setores. No geral, para o comércio infelizmente [a greve] foi ruim", afirmou. Acrescentando que uma das principais causas foi porque diminuiu a circulação de dinheiro entre os consumidores.

As vendas em alguns setores nos últimos dias teve queda de 30%, como foi o caso do ramo de comésticos. Já no ramo de joalheria a queda das vendas chegou a 70%. "As dificuldades foram grandes, porque a maioria das vendas, cerca de 80 e 85%, nesses ramos são por meio de cartão de crédito. E ficou difícil dos empresários desses estabelecimentos compensarem seus recebimentos com as operadores de cartão, e dos consumidores de pagarem as faturas para liberarem crédito", explicou Vilar.

Os trâmites legais a cerca dos impostos pagos pelos lojistas também foi afetado, segundo Vilar. "Alguns impostos ficaram difíceis de serem pagos, porque só são pagos em certos bancos, e como estavam em greve complicou o recebimento dos recolhimentos", informou. "Na quinta-feira foi o último dia para pagar a folha salarial dos funcionários, porque era o 5º dia útil. E, hoje todo lojista do Brasil está com dificuldades, porque há complicações para quem deposita e para quem saca", analisou Vilar.

"Só quem ganhou com isso foram os banqueiros. E os bancários reivindincaram seus direitos, mas não mantiveram os 30% [percentual de funcionamento previsto por lei] funcionando", frisou o vice-presidente da CDL-JP. Para Vilar, o Governo Federal tem uma parcela de culpa na situação grevista prolongou por 31 dias. "O Governo é culpado nisso também. Os bancos estatais são deles, já poderiam ter liberado um acordo com eles e terem voltado bem antes. O Governo pode ter algum tipo de interesse nisso, não sei", disparou.

Comércio vê fim da greve com otimismo para as vendas

Porém, com o fim da greve dos bancários, a perspectiva do comércio é de melhora, inclusive rápida, já que se aproximam datas especiais, como Dia das Crianças e Natal. "Semana que vem já é Dia das Crianças, e esperamos que melhore a movimentação e as vendas. A perspectiva é que já vemos uma luz no fim do túnel", afirmou Vilar.

Para o final de ano, a previsão também é animadora. A expectativa da Câmara de Dirigentes Lojistas de João Pessoa (CDL-JP) é de que as vendas sejam melhores do que no mesmo período de 2015. "A perspectiva é de que tenhamos um Natal e Réveillon bom. E que seja um fim de ano melhor do que o ano passado", finalizou Nivaldo Vilar.