Vida Urbana

Pastor de 35 anos é preso suspeito de pedofilia em Bayeux

Vítimas diziam que após os atos, pastor ajoelhava e rezava pedindo perdão.



Reprodução/Facebook
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Em sua defesa, o pastor alega ter problemas mentais, fato que foi defendido por sua irmã

Um pastor de 35 anos de uma igreja no bairro de São Bento, em Bayeux, foi preso na  sua própria casa, no mesmo bairro, na manhã desta quarta-feira (5), suspeito de manter relações sexuais com menores de idade, o que caracteriza o crime de pedofilia. Segundo as vítimas, após os atos libidinosos o pastor chegava a se ajoelhar e orar para que fosse perdoado. O pastor afirma que sofre com problemas mentais. Conforme a polícia, até o momento duas vítimas foram confirmadas.

Segundo o delegado Diego Garcia, da 5ª Delegacia Distrital, responsável pelo caso, o que mais chamou atenção durante as investigações foi o fato de haver "uma verdadeira conivência por parte dos membros da comunidade religiosa com as práticas do pastor". O religioso foi identificado como Jefferson Batista de Amorim, e é membro da Assembleia de Deus - Terra de Canãa, localizada no bairro de São Bento, em Bayeux. Ainda conforme o delegado, ele vai ser indiciado por estupro de vulnerável, porém, com o avanço das investigações podem ser identificados novos crimes.

Para atrair as crianças, segundo o delegado Garcia, o suspeito se aproveitava de sua posição de pastor na comunidade. "Ele não oferecia dinheiro e nem usava de violência física. Ele era o pastor e isso fazia com que os adolescentes fossem até a casa dele, que fica na rua de trás da igreja", informou o delegado. Os atos eram praticados na casa do pastor, que morava em uma rua atrás da igreja.

Segundo familiares da vítimas, o pastor mantinha relações sexuais preferencialmente com adolescentes entre 13 e 15 anos do sexo masculino. Até a manhã desta quarta-feira (5) duas vítimas foram confirmadas, e um terceiro adolescente vai ser ouvido na tarde de hoje.

Em sua defesa, o pastor alega ter problemas mentais, fato que foi levantado também por sua irmã, que segundo o delegado Garcia, levou documentos que comprovariam a deficiência mental para a polícia. "Ele era deficiente mental para realizar os crimes, mas era pastor de uma igreja", ironizou o delegado.

No momento da prisão, ele estava com uma menina de 10 anos na casa, mas não foi confirmado o abuso contra ela. Segundo o pastor, a jovem é sua sobrinha. A garota foi encaminhada para realização de exames periciais. O pastor vai ser interrogado e encaminhado para a Central de Polícia, no bairro do Geisel, em João Pessoa. Já os menores, estão sendo acompanhados pelo Conselho Tutelar.