Aniversário de João Pessoa

No aniversário de 430 anos, João Pessoa ganha novo teatro de presente

Entrega vai ser marcada pelas apresentações da OSPB, da Quasar Cia. de Dança com o espetáculo Sobre Isso, Meu Corpo Não Cansa, além das cantoras Zélia Duncan e Maria Juliana.




A cultura nordestina se faz presente em O Romance d’A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta, obra de Ariano Suassuna (1917-2014). Na capital paraibana, mais precisamente no Centro de Convenções Poeta Ronaldo Cunha Lima, o escritor e dramaturgo paraibano ganha mais uma homenagem com a inauguração do Teatro A Pedra do Reino, que acontecerá na próxima quarta-feira, no aniversário de 430 anos de fundação da cidade.

Em visita da reportagem do JORNAL DA PARAÍBA ao equipamento cultural, a grandiosidade presente tanto no amplo foyer guardado por uma estátua de bronze de Ariano em tamanho natural, criada pelo artista Jurandir Maciel, quanto nas exatas 2.824 poltronas da plateia ou pelo palco com mais de mil metros quadrados, com direito a uma estrutura elevatória de 440 metros quadrados que pode se transformar num fosso para orquestra.

“É um dos maiores teatros da América Latina e um dos mais modernos do Brasil”, apontou Ferdinando Lucena, gestor do Centro de Convenções que nos acompanhou na visita ao local.

O maior do Nordeste e o segundo do país , o Teatro A Pedra do Reino possui uma área de quase 12 mil metros quadrados onde foram investidos um montante de R$ 60 milhões. Das suas poltronas, 16 são para obesos, 40 para pessoas com mobilidade reduzida e 44 espaços para cadeirantes e seus acompanhantes. Na ala superior, são 453 cadeiras também com assentos especiais, onde a pessoa deficiente terá acesso por dois elevadores.

NA ESTREIA

Na quarta-feira, a partir das 19h, a entrega do teatro vai ser marcada pelas apresentações da Orquestra Sinfônica da Paraíba (OSPB), da Quasar Cia. de Dança com o espetáculo Sobre Isso, Meu Corpo Não Cansa, além das cantoras Zélia Duncan e Maria Juliana.

Dentre os convidados, estão confirmadas as presenças dos filhos de Ariano, Manuel Dantas Suassuna e Mariana Suassuna. “A felicidade nos contagiou, ainda mais uma homenagem vinda da terra onde meu pai nasceu”, declarou Manuel, que é artista plástico. “Ficamos muito felizes também porque meu pai era muito ligado ao teatro”.

“É uma conexão que se faz com a história do poeta Ariano Suassuna, onde estamos construindo uma ligação com a própria história da Paraíba”, explicou o Secretário de Cultura do Estado, Lau Siqueira.
“Essa escultura e até mesmo o próprio nome do teatro – A Pedra do Reino, agora somam-se a outros reconhecimentos da vida e obra de Ariano, como, por exemplos, o Museu Armorial dos Sertões, no município de Aparecida, e a escultura Pedra do Reino, no Parque Solon de Lucena”.

Ariano também será lembrado na exposição Em Nome do Pai, de Manuel, que deverá ser acolhida pela Estação das Artes, prédio anexo da Estação Cabo Branco, próximo ao Teatro Pedra do Reino. A data ainda não foi anunciada.
 


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