Vida Urbana

Mulher no mercado de trabalho, famílias menores e novos modelos de trabalho elevam busca por imóveis menores

Famílias têm, em média, 3,4 pessoas; imóveis foram planejados para outro perfil.




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Comportamento afeta diretamente mercado imobiliário (Foto: Rizemberg Felipe)

A mulher ocupando espaço no mercado de trabalho e, devido à falta de tempo, o tamanho das famílias reduzindo. Esse movimento registrado no início dos anos 2000 é apontado como um dos motivos para o crescimento da procura por apartamentos com metragens menores do que os que foram projetados há apenas quatro anos. A análise é do consultor e estatístico Marcus Araújo, que destaca que outros dois fatores para as famílias utilizarem pouco espaço da residência foram a geração de novas formas de emprego e avanço da tecnologia observados na virada para o século XXI.

Segundo Marcus, a média de família atualmente está em 3,4 pessoas, “o que significa que apenas 40% das famílias têm um segundo filho”. “A projeção é que daqui a 10 ou 15 anos, a média de pessoas em uma casa seja de 2,7, significando que 30% dos casais não terão sequer um filho único”, diz.

O descompasso entre o modelo procurado pelos clientes e o ofertado pelo mercado, segundo o consultor, tem a ver exatamente com falta de planejamento de longo prazo. “A maioria dos produtos disponíveis atualmente foram desenhados há algum tempo para poder ficarem prontos agora. Desta forma, a oferta termina sendo maior do que a demanda de compra”, diz Marcus.

Além disso, as pessoas buscam taxas de condomínio que caibam no orçamento, por isso as áreas comuns estão menos extensas e variadas.

Para Marcus Antônio, devido ao momento econômico atual do país, a previsão do cenário imobiliário em 2018 pode ser considerado como uma ‘retomada’ nas compras de imóveis. “Nós estamos com os juros mais baixos dos últimos dez anos, o que torna o financiamento imobiliário novamente bastante interessante”, afirma. Ainda de acordo com Marcus, o consumidor ainda não sentiu a diferença nos valores da taxa devido a inadiplência que permanece em alta. “A previsão é que daqui para o fim do ano, o consumidor possa sentir essa retomada”, diz.

Um dos pontos de investimento dos consumidores é a promessa de movimentação do mercado de compra de imóveis que estarão prontos em 2019. “Isso é interessante, os consumidores estão interessados em comprar imóveis, mas eles fazem uma reflexão do que eles precisam e acabam concluindo que precisam de coisas novas. Às vezes o produto está pronto, tem a menor taxa de juros mas está um pouco fora da expectativa do cliente, que é um apartamento menor”, afirma o consultor.

O consultor participa nesta quinta-feira (5) do Road Show Cenário Imobiliário 2018, no Sindicato da Indústria da Construção Civil de João Pessoa (Sinduscon-JP), às 18h.


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