Vida Urbana

MPPB estabelece prazos para resolução de problemas no Hospital Clipsi

Fiscalização do CRM-PB constatou escassez de médicos na unidade.




MPPB estabelece prazos para resolução de problemas no Hospital Clipsi, em Campina Grande. Foto: Reprodução/TV Paraíba

Representantes do Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB), do Ministério Público Estadual, do Hospital Clipsi e da Secretaria de Saúde de Campina Grande participaram de uma audiência nesta sexta-feira (14), para tratar dos problemas encontrados na unidade de saúde após uma fiscalização feita pelo CRM-PB na última terça-feira (11).

Um dos acordos celebrados foi, caso os prazos não sejam cumpridos, o CRM-PB poderá interditar eticamente os médicos do hospital e, com isso, eles ficam impedidos de trabalhar no local.

Estiveram presentes a promotora Adriana Amorim, o diretor de fiscalização do CRM-PB, João Alberto Pessoa, a secretária de Saúde de Campina Grande, Luzia Maria Leite Pinto, além dos representantes do Hospital Clipsi, Filipe Real e Marcos César Crispim Lima.

A promotora Adriana Amorim estabeleceu prazos para que a direção do hospital resolva pendências observadas pelo CRM-PB durante a vistoria. O hospital terá cinco dias para apresentar a escala dos médicos e seis dias para providenciar médicos responsáveis por todos os setores, além de designar um profissional plantonista para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), outro para a Unidade de Cuidados Intermediários Neonatal (UCIN) e outro para o atendimento ambulatorial.

Segundo o CRM-PB, no momento da fiscalização, um mesmo pediatra prestava assistência para nove pacientes internados na UTI e 13 na UCIN. Além disso, o CRM-PB afirmou que não havia médico responsável pela sala de parto, onde havia 21 pacientes internadas.

Outro item constatado, segundo o CRM-PB, foi que o hospital também não apresentou a escala médica dos profissionais que prestam serviço no local.

Quando houve a fiscalização, a direção da Clipsi negou a existência dos problemas citados . Afirmando, por exemplo, que tinha escalas médicas de plantonistas em todos os setores, e que em nenhum momento houve falta de assistência aos pacientes internos.

 

 


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