Vida Urbana

‘Maníaco sexual’ é apontado como autor de 30 estupros em quatro meses

Segundo a Polícia Civil, Iremar atuava na zona rural e conhecia alguma das vítimas.



Diego Almeida
Diego Almeida
Delegados detallharam investigações contra Iremar em entrevista coletiva

Um maníaco sexual. É assim que a Polícia Civil classifica o homem de 42 anos, preso na cidade de Esperança, em 2016, apontado como autor de pelo menos 30 estupros, em menos de quatro meses, na região do Agreste da Paraíba. A informação foi confirmada pela Polícia Civil em entrevista coletiva, na manhã desta segunda-feira (8), em Campina Grande. “Ele tinha o hábito de atuar mais na zona rural e em alguns casos ele conhecia as vítimas", afirmou a delegada Maira Roberta.

Iremar Albuquerque Alves Negreiros foi preso em outubro do ano passado acusado de porte ilegal de armas, mas só depois foram descobertos os casos de estupro. Segundo a Polícia Civil, foram instaurados 25 inquéritos, 11 na delegacia da mulher em Campina Grande e 14 na cidade de Esperança, onde ele praticava os estupros. Quatro casos de exames genéticos ainda não foram finalizados.

“O número de vítimas pode ser maior porque alguns inquéritos têm mais de uma vítima. Em todos os inquéritos as vítimas reconheceram o suspeito. Nós temos cinco exames genéticos que deram positivos. Ele alega que praticava os crimes porque fazia uso de drogas, como arrebite e crack”, explicou Maira.

Para o delegado, Henri Fábio, Iremar deve ser tratado como maníaco sexual. “Teve um caso que o suspeito obrigou a mulher a fazer sexo oral nele enquanto a irmã da vítima assistia tudo sob a mira de um revólver. Para ele não existia uma idade média de vítimas, ele estuprava jovens e também senhoras de mais idade”, disse.

Em dezembro do ano passado o Instituto de Policia Científica (IPC), recebeu as primeiras amostras dos casos. A partir desse processamento foram a encontrados provas científicas da autoria desses estupros. “ Obtivemos três resultados e incorporamos esse perfil genético no nosso banco estadual. O banco confronta aquele perfil com todos os outros armazenados. Quando confrontamos os três casos, conseguimos encontrar mais dois casos comprovados em Campina Grande um de junho e outro de agosto de 2016”, explicou o químico do IPC, Sérgio Lucena.

Iremar tem cinco prisões preventivas decretadas e deverá aguardar preso até o julgamento, que ainda não tem data definida.


Você sabia que o Jornal da Paraíba está no Facebook, Instagram, Youtube e Twitter? Siga-nos por lá. Encontrou algum erro? Entre em contato.