Vida Urbana

Mais de 20 boxes são destruídos

Área é considerada ‘sensível socialmente’. O mercado será demolido e novo projeto para a região ainda não foi definido.



Kleide Teixeira
Kleide Teixeira
Alguns comerciantes que ainda resistiam no mercado estão insatisfeitos com a demolição

A Secretaria de Desenvolvimento Urbano de João Pessoa (Sedurb) está demolindo todos os boxes e edificações que fazem parte do Mercado Modelo, localizado no bairro do Varadouro. Segundo o secretário da pasta, Lucius Fabiani, os trabalhos começaram na última terça-feira e aproximadamente 23 barracas já foram demolidas até o final da tarde de ontem.

Ele informou que cerca de 100 comerciantes atuam no local, mas não precisou quantos deles estão instalados em boxes.

“Desse total de comerciantes, aproximadamente 76 são cadastrados na prefeitura, enquanto os demais invadiram o espaço e funcionavam de forma irregular”, informou o secretário, ao enfatizar que os comerciantes em situação legal estão sendo relocados para centros comerciais populares da capital, a exemplo do Centro de Comércio e Serviço do Varadouro – que fica ao lado do Mercado Modelo.

Quanto aos trabalhadores ‘sem cadastro’, a prefeitura ainda está analisando o que será feito. “O Mercado Modelo está sendo completamente extinto. Havia uma intenção da prefeitura em reformar o local, mas como ele se tornou sensível socialmente (abrigando prostituição e tráfico de drogas) os próprios comerciantes não aguentavam mais conviver em um ambiente tão mórbido”, explicou Lucius.

Ainda segundo ele, a intenção é requalificar o mercado, mas ainda não foi definido qual projeto será executado no local. “O mercado estava com poucos comerciantes de hortifruti e carnes.

Muitos vendedores atuavam no ramo de depósitos, serralharias e fábrica de sorvetes. O local virou industrial”, justificou.

Muitos comerciantes, entretanto, estão insatisfeitos com a medida. Vanberto Santos Dantas, que trabalhava no local desde a sua fundação (nos anos de 1990) consertando eletroeletrônicos, diz não ter outro trabalho. “Chegaram sem avisar, quebrando tudo e pedindo para fazer um abaixo assinado se estivéssemos achando ruim. Ninguém sabe para onde vai”, disse Vanberto, ao acrescentar que apenas o pessoal dos boxes foi avisado da demolição. “Está todo mundo com os troços sem ter onde colocar", disse.


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