Vida Urbana

Libanês e iraquiano são presos na PB suspeitos de ligação com organização criminosa

Segundo delegado, os suspeitos foram presos em um hotel no bairro de Tambaú.



Lucas Sá/DDF/Polícia Civil
Lucas Sá/DDF/Polícia Civil
De acordo com o delegado Lucas Sá, as prisões aconteceram na sexta-feira (21)

Dois estrangeiros suspeitos de participar de uma organização criminosa especializada na falsificação de documentos brasileiros foram presos em João Pessoa, segundo informou o delegado Lucas Sá nesta segunda-feira (24). O libanês Bahaeddine Nasser Rahal, de 31 anos e o iraquiano Hussein Ali Hussein, de 30 anos, estavam em um hotel no bairro de Tambaú quando foram presos. No dia 12 de abril um saudita e um iraquiano foram presos suspeitos de integrarem a mesma associação criminosa.

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De acordo com informações da Delegacia de Defraudações e Falsificações da capital, os dois estariam na Paraíba a mando da organização para prestar auxílio aos três suspeitos presos no dia 12 de abril, entre eles o irmão de Hussein, o também iraquiano Feras Ali Haussn, que é suspeito de ligação com grupos terroristas ou associações criminosas de cunho extremista.

Os documentos eram emitidos sobretudo para sírios e seriam usados para imigração ilegal para os Estados Unidos e para a Europa. De acordo com o delegado de Defraudações e Falsificações (DDF) de João Pessoa, Lucas Sá, o grupo utilizava documentos falsos para conseguir o passaporte brasileiro por ter bom reconhecimento por países da Europa e os EUA.

De acordo com o delegado Lucas Sá, as prisões aconteceram na sexta-feira (21), em decorrência da primeira operação, realizada no dia 12. “Nós recebemos informações de que dois suspeitos, inclusive o irmão de Feras, estavam em João Pessoa para ajudar o trio preso. Fomos até o local e identificamos os dois. Durante a abordagem, eles receberam ligações de um número da Paraíba e identificamos ser de Feras, que estava usando o celular de dentro do presídio. Ele chegou a ir até a delegacia, mas negou tudo e não conseguimos localizar o aparelho. A ligação foi gravada e, como está em árabe, vamos investigar para saber o que foi conversado”, explicou Sá.

Na delegacia, os suspeitos confessaram a atuação conjunta há vários anos, mas se negaram a apresentar detalhes. “Foram encontradas diversas conversas recentes entre os suspeitos presos em abril e os desta sexta-feira. Estas conversas confirmam a atuação conjunta nas fraudes em investigação”, explica o delegado.

Ainda conforme a Polícia Civil, as conversas entre os suspeitos por meio do celular permitiram a identificação de outras pessoas que residem fora da Paraíba, cujos nomes não foram divulgados. O iraquiano e o libanês foram indiciados pelo crime de organização criminosa e tiveram a prisão em flagrante convertida em preventiva. As novas prisões foram comunicadas à Polícia Federal, à Interpol e à embaixada do Iraque.

A investigação da delegacia aponta que o grupo atua em diversos estados brasileiros, contando com um elaborado esquema e com a colaboração de funcionários públicos e de cartórios para negociar documentos públicos brasileiros – como certidões de nascimento, identidades, passaportes e outros -, que são revendidos a estrangeiros da Arábia Saudita, do Iraque, da Síria, do Líbano e do Paquistão que não preenchem os requisitos para estadia legal no Brasil.

 


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