Vida Urbana

João Pessoa tem apenas 40% de abastecimento do gás de cozinha para atender demanda

Sindicato diz que problema é com Petrobras; empresa nega.




Estoque continua reduzido (Foto: Divulgação)

Após duas semanas do encerramento da greve dos caminhoneiros que afetou todo país, o  desabastecimento do gás de cozinha ainda continua em João Pessoa. Nesta quarta-feira (13) o presidente do Sindicato dos Revendedores de Gás GLP da Paraíba (Sinregás-PB), Marcos Antônio Bezerra, revelou que a cidade tem apenas 40% da capacidade de abastecimento do produto disponível para o consumidor.

Segundo Marcos Antônio, o problema acontece devido a uma manutenção nos pontos de distribuição da Petrobras. “A Petrobras diz que a falta do produto é devido a manutenção em bombas, que estão bombeando menos. Consequentemente, chega menos nas distribuidoras e a gente termina recebendo menos. Estamos bem prejudicados com isso”, ressaltou.

A Petrobras, no entanto, informa que as vendas de GLP estão acima do compromissado com as distribuidoras para o mês de junho e que as entregas se encontram normais em diversos pontos de fornecimento do país. “Além disso, frisamos que os estoques da Petrobras desse produto a nível nacional  são equivalentes aproximadamente 9 dias de consumo do país”, diz a empresa em nota. A empresa explica que não há instalações da Petrobras na Paraíba e que o produto vendido aqui é trazido de outros estados nordestino.

Apesar da explicação da Petrobras, a previsão da Sinregás-PB é de que a situação seja regularizada até o final do mês de junho. Ao fim greve dos caminhoneiro, João Pessoa estava com 50% do necessário para atender à demanda e a previsão inicial de normalização era de oito dias.

Redução em Campina Grande

O vice-presidente da Associação dos Revendedores de Gás da Paraíba, Antônio Arruda, informou que a situação na cidade de Campina Grande, no Agreste da Paraíba, também é de redução no estoque de abastecimento nos pontos de comercialização do produto. “Muitos pontos ainda estão sem receber o abastecimento normal e o consumidor por sua vez começou a comprar em quantidade maior por receio de faltar gás. Estamos monitorando essa situação, mas há sim uma redução do estoque em atendimento da demanda na cidade”, disse.


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