Vida Urbana

João Pessoa é a terceira capital brasileira com maior prevalência de hipertensão; veja como prevenir

De acordo com dados do Ministério da Saúde, 26,1% da população da cidade tem o diagnóstico.




João Pessoa é a terceira capital brasileira com maior prevalência de hipertensão, de acordo com dados do Ministério da Saúde, nesta sexta-feira (17). Segundo dados do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel 2018), 26,1% da população da cidade tem o diagnóstico. 

As únicas capitais com maior prevalência que João Pessoa são as nordestinas Maceió (27,1%) e Recife (26,5%). No outro extremo, São Luís tem 15,9% de prevalência de hipertensão, a mais baixa entre as capitais do país. Na média, 24,7% da população brasileira enfrenta o problema.

Os dados foram divulgados para marcar o Dia Mundial da Hipertensão para reforçar o alerta: a prevenção contra essa doença, popularmente conhecida como “pressão alta”, está diretamente relacionada a hábitos de vida saudável. Ou seja, grande parte dessas mortes é evitável.

O que é hipertensão?

A hipertensão arterial ou pressão alta é uma doença crônica caracterizada pelos níveis elevados da pressão sanguínea nas artérias. Acontece quando os valores máximo e mínimo são iguais ou ultrapassam os 140/90 mmHg (ou 14 por 9), fazendo com que o coração exerça um esforço maior do que o normal para fazer a distribuição do sangue no corpo.  

A doença é um dos principais fatores de risco para a ocorrência de acidente vascular cerebral (AVC), enfarte, aneurisma arterial e insuficiência renal e cardíaca. A prevenção está ligada a uma dieta equilibrada e a realização de atividades físicas.

Sódio é principal vilão

Um dos principais vilões da doença é sódio, principal componente do sal de cozinha. Presente em alimentos industrializados e adicionado voluntariamente em pratos comuns no dia a dia, ele potencializa as chances de um indivíduo sofrer com pressão alta.

Por isso, a recomendação é reduzir o consumo excessivo de sal, já que os brasileiros ingerem atualmente 12 gramas de sódio por dia, mais que o dobro do máximo sugerido (5g) pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Desde de 2011, o Ministério da Saúde possui um acordo com a Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (ABIA) para reduzir a quantidade de sódio nos alimentos industrializados. Por meio dessa ação, até 2017, 17 mil toneladas de sódio foram retiradas de 30 tipos de produtos alimentícios.

Produtos reduzidos em sódio

A maior redução foi observada nos temperos, com queda de 16,35% seguida pela margarina com 7,12%. Outras categoriais também registram queda: cereais matinais (5,2%), caldos e cubos em pó (4,9%), temperos em pasta (1,77%), tempero para arroz (6,03%). Caldos líquidos e em gel é a única categoria que teve aumento na concentração de sódio (8,84%).

Atualmente, há um outro acordo vigente com a ABIA que tem por meta, até 2020, retirar, voluntariamente, 28,5 mil toneladas de sódio dos alimentos industrializados. A primeira fase tem como foco pães, bisnaguinhas e massas instantâneas.


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