Vida Urbana

Governo do Estado vai processar clínica de CG por “negligência”

Governo acusa clínica de se recusar a realizar angioplastia em aposentado, que aguardava sete meses pela cirurgia e morreu nesta terça feira.



Reprodução/TV Cabo Branco
Reprodução/TV Cabo Branco
Aposentado conseguiu na Justiça liminar que garantia a realização da angioplastia.

O Governo do Estado irá processar o Instituto Neuro Cardiovascular de Campina Grande (Incor) alegando recusa da clínica em realizar a cirurgia do paciente João Batista, de 59 anos, que morreu nesta terça-feira (19), em João Pessoa, após sete meses de espera por uma cirurgia de angioplastia.

O Governo alega, em nota, que formalizou todas as garantias para assegurar que o Incor tivesse a convicção de que era credor do Estado em relação à cirurgia. Em julho do ano passado, a família de João Batista conseguiu na Justiça uma liminar obrigando o Governo a realizar o procedimento, que custa cerca de R$ 23 mil.

De acordo com o secretário de Estado de Comunicação Institucional, Luís Tôrres, não existia nenhuma falha do ponto de vista burocrático, no tocante aos repasses de valores, para que a clínica realizasse a cirurgia. "Foi a clínica que se recusou a fazer, apesar de ter todos os instrumentos jurídicos para a realização do procedimento". O secretário disse ainda que o Governo se empenhou para realizar a cirurgia assim que a decisão judicial foi publicada.

Na nota, o Governo classifica como "irresponsável" a recusa da clínica em receber o paciente. "Por que o Incor não abriu as portas, mesmo tendo garantias de que receberia os valores referentes ao procedimento do paciente do Governo da Paraíba?", questionou o secretário.

A Secretaria de Estado da Saúde informou que, somente no ano de 2015, repassou para o Incor cerca de R$ 580 mil referentes a cirurgias realizadas na clínica; o Incor, por sua vez, já afirmou que três cirurgias foram realizadas na clínica sem o pagamento do Governo do Estado. "É com indignação que o Governo recebeu esta postura da clínica. E, por causa disso, vai processá-la", concluiu Luis Tôrres. 


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