Vida Urbana

Estupros em escola: inquéritos sobre duas vítimas são enviados ao Ministério Público

Polícia também confirmou participação de ex-funcionário da escola nas violências.




Foram encaminhado para o Ministério Público dois inquéritos do caso dos adolescentes suspeitos de estupros dentro de uma escola privada de João Pessoa. O caso também teve participação de um adulto, ex-funcionário da escola, e a polícia confirmou que há pelo menos duas vítimas, ambas com menos de dez anos.

Segundo a delegada Joana D’arc Sampaio, a investigação começou em maio do ano passado, a partir da denúncia da primeira vítima. A segunda vítima foi identificada em dezembro, quando outra criança foi ouvida e contou que também tinha participado da violência contra a primeira.

Os inquéritos que foram concluídos e seguiram para o Ministério Público são referentes a estas duas vítimas, mas a polícia informou que se novas vítimas aparecerem, novos inquéritos podem ser abertos. 

Adulto é ex-funcionário

Sobre o adulto envolvido no caso, que foi afastado da escola após o registro das denúncias, a delegada diz que uma das vítimas explicou como era a participação dele. O homem, que trabalhava como zelador, destravava as portas dos banheiros para que os abusos acontecessem. O suspeito responde em liberdade, sob medidas cautelares da justiça.

Um pedido de prisão preventiva contra esse suspeito tinha sido negado durante as investigações, mas o Ministério Público já fez nova solicitação e vai abrir um inquérito civil público para analisar uma possível negligência da escola.

Quatro adolescentes também são suspeitos dos estupros, sendo que três deles foram apreendidos na segunda-feira (11) e um quarto, que também é alvo de mandado de apreensão, segue sem ser localizado.

Investigações

As investigações começaram quando a escola alertou a mãe da vítima de que ele estava indo com muita frequência ao banheiro. A mãe também observou um comportamento estranho na criança e decidiu conversar com ele, que acabou contando o que estava acontecendo.

Em nota publicada em uma rede social, o Colégio GEO afirmou que “a partir do momento que tomou conhecimento da notícia, o Colégio GEO tem buscado junto ao poder público a apuração dos fatos. Em respeito à privacidade dos menores envolvidos, o procedimento tramita em segredo de justiça e no âmbito do Poder Judiciário. O colégio está empenhado no esclarecimento integral da verdade”.


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