Aniversário de João Pessoa

Entre a modernidade e elementos do passado, JP chega aos 430 anos

Considerada como um dos melhores lugares do mundo para desfrutar a aposentadoria, João Pessoa é motivo de orgulho.




Uma cidade que respira modernidade, mas que ainda traz consigo elementos do passado. Assim é João Pessoa, que nasceu com o nome de Nossa Senhora das Neves, e que, posteriormente, passou a ser chamada de Filipéia, Frederica e Parahyba. Considerada como um dos melhores lugares do mundo para desfrutar a aposentadoria, João Pessoa é motivo de orgulho para os pessoenses natos e ‘adotados’, vindos de outras cidades da Paraíba, do Brasil e do exterior.

Em comemoração ao aniversário de 430 anos (no próximo dia 5), o JORNAL DA PARAÍBA publica, a partir de hoje, uma série de reportagens sobre João Pessoa. Na edição de hoje, é possível fazer uma viagem ao passado e conhecer as etapas de ocupação da cidade, que nasceu às margens do Sanhauá, e se estende para a orla, onde hoje está o metro quadrado mais valorizado da capital. João Pessoa já nasceu cidade, e não vila, que era o mais comum. Simultaneamente à fundação da cidade, foi construída a Igreja de Nossa Senhora das Neves.

João Pessoa (nome dado em homenagem ao então presidente assassinado em 1930) se desenvolveu inicialmente na parte baixa, às margens do Sanhauá, onde hoje é a comunidade do Porto do Capim. Até o ano de 1855, a ocupação permaneceu dessa forma, vindo a se expandir posteriormente ao litoral e ao sul. A princípio, no Sanhauá, ancoravam pequenas e médias embarcações; no Varadouro, embarcações maiores. A área foi de grande importância para o desenvolvimento da economia.

Os sobrados antigos são uma das marcas da história da capital, embora muitos estejam em condições deploráveis por falta de manutenção. O tipo mais comum construído na cidade nas áreas residenciais foi o de um andar; nas áreas comerciais, o tipo predominante foi o sobrado de dois andares, o que ainda pode ser percebido no Porto do Capim. Nesses locais, era comum o comerciante juntar o armazém, a família e caixeiros (cada um em um andar).

Há 10 anos, o guia de turismo e turismólogo Tadeu Ferreira tem a missão de contar para os visitantes da capital a história de criação de João Pessoa. O que para muitos pode parecer um trabalho cansativo, pela repetição, para Ferreira é uma oportunidade de espalhar conhecimento sobre a terceira cidade mais antiga do país, ficando atrás de Salvador (1549) e Rio de Janeiro (1565). “João Pessoa começa no antigo rio, que antes era chamado de São Domingos, Varadouro. Ali nasceu e começou a se desenvolver”, destaca.

Segundo ele, depois João Pessoa foi se expandindo, chegando na área onde hoje está a avenida Beaurepaire Rohan, uma das principais do comércio. A divisão se dava mais ou menos desta forma: cidade antiga, no Baixo Varadouro; cidade mediana, onde foi construído o Teatro Santa Roza; e o Alto Varadouro, onde está o Palácio.


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