Vida Urbana

‘Ela dorme pensando na horta, não perde uma aula’

Fascínio da jovem Layssa Mariane pela horta da escola é tão grande, que a motivou a participar mais do projeto. O sonho da menina é ser arquiteta ou paisagista. 



Phillipe Xavier
Phillipe Xavier
Focada e dedicada, Layssa não esconde a vontade de trabalhar com as plantinhas que passou a conhecer com os colegas a partir das explicações dos professores da escola

Às 6h40, Layssa Mariane Setúbal, de 11 anos, já espera ansiosamente pela aula na horta da Escola Municipal Rosa Figueiredo de Lima, que começa às 7h30. Dedicada, ela não esconde a vontade de trabalhar com as plantinhas que passou a conhecer a partir das explicações dos professores. “Ela dorme pensando na horta, não perde uma aula”, elogia o professor João Thomaz, complementando que o comportamento da menina mudou dentro de casa. “Ela diz que quer fazer uma hortinha, que vai pegar as garrafas pet para tratar e colocar na sua plantação”.

O desejo de Layssa fica refletido em seu próprio discurso. Ela garante que quer estudar ainda mais sobre o meio ambiente e se capacitar, no futuro, para deixar os lugares que conhece mais verdes e bonitos. “Um dia vou ser arquieteta ou paisagista. Acho muito legal, porque dá para construir casas, colocar árvores, essas coisas”. Observando a alegria da jovem de longe, a equipe da escola não esconde o contentamento por ter contribuído para esse sonho.

E o mesmo acontece com os outros alunos que participam do projeto. “Eles vêm todos os dias, me procuram, se interessam. E quando preciso faltar, fazer uma formação fora ou resolver outro problema, eles ficam apavorados. ‘Professora, você vem amanhã? Por favor, não falte’. Ficam realmente doidos, não querem perder nada”, exalta a professora Maria do Carmo. “Se formos falar das histórias inspiradoras dos nossos estudantes, passaríamos o dia todo aqui”.

Entre os que surpreendem diariamente os profissionais de educação e se sobressaem com os cuidados na horta, estão, ainda, os jovens Camilly Vitória Santos, de 11 anos; Pablo Ariel de Oliveira, de 12 anos; e Alisson Rafael Marinho, de 12 anos. “Essa é a nossa vitória: tê-los por perto, fazendo algo diferente, fora da sala de aula – algo que não seja a mesmice do quadro e do apagador. E, pelos meus 33 anos de escola, posso dizer que estamos na direção certa”, sustenta a diretora Rosa Maria do Amaral.

Aluna Camilly Vitória mostra que aprendeu com professora como regar adequadamente certos tipos de plantas. (Foto: Phillipe Xavier)


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