Vida Urbana

Dia Mundial dos Pobres tem palestras sobre reinserção no mercado de trabalho e missas

Campina Grande encerra semana de programação; João Pessoa tem oferta de serviços.




Proposta é dar visibilidade a esta população (Foto: Francisco França/Arquivo)

Uma programação especial marca neste domingo (17) o Dia Mundial dos Pobres, celebrado pela Igreja Católica desde 2017. Dentro da programação haverá palestras e cadastro para a reinserção no mercado de trabalho no Sine de João Pessoa. Também estão programadas apresentações culturais e participação de crianças atendidas pelo Centro de Direitos Humanos Dom Oscar Romero, de Santa Rita. 

Na Arquidiocese da Paraíba, o Dia Mundial dos Pobres data será lembrada com ações da Pastoral da Pessoa em Situação de Rua no Mosteiro de São Bento e Missa na Catedral Basílica de Nossa Senhora das Neves. E a Diocese de Campina Grande encerra uma semana de eventos com celebração da missa na Fazenda do Sol às 11h e ação social em várias paróquias.

Em João Pessoa

A ação vai promover um café da manhã a partir das 7h e, em seguida, haverá uma missa na Catedral Basílica de Nossa Senhora das Neves, às 9h, celebrada pelo Arcebispo, Dom Manoel Delson. Durante toda a manhã serão oferecidos serviços de saúde, higiene e beleza e o almoço será servido às 12h. 

“A ideia é a mesma sempre: dar dignidade à pessoa em situação de rua e ajudá-la a reconstruir a própria vida, facilitando caminhos e oportunidades”, enfatiza Massilon Ramos, coordenador da Pastoral.

Visibilidade da pobreza

O Dia Mundial dos Pobres foi instituído pelo Papa Francisco ao término do Ano Santo da Misericórdia, em 2016, e é celebrado no domingo anterior ao da festa litúrgica de Cristo Rei. O Papa Francisco diz que data é um convite à partilha e à solidariedade. “Este dia pretende estimular, em primeiro lugar, os crentes, para que reajam à cultura do descarte e do desperdício, assumindo a cultura do encontro”, justifica.

Na Paraíba, 10% da população ocupada com os maiores rendimentos recebe um valor médio de R$ 7,1 mil, enquanto que para os 40% com os menores rendimentos, essa quantia é de R$ 438. Assim, a pesquisa apontou que o primeiro grupo recebia, em 2018, cerca de 16,2 vezes mais do que o segundo. Entre todas as Unidades da Federação, a Paraíba ficou atrás apenas do Piauí, em que a razão foi de 18,4 vezes. O estado tem uma razão superior à média nacional, de 13, e à regional, de 14,1.


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