Vida Urbana

Defensoria Pública ingressa com ação contra o fim do racionamento em CG

Documento foi protocolado na tarde desta terça-feira (15) na 2ª Vara da Fazenda Pública da cidade.



Josusmar Barbosa
Josusmar Barbosa
De acordo com defensor público, o fim do racionamento precisa acontecer com segurança

A Defensoria Pública de Campina Grande ingressou na tarde desta terça-feira (15), com uma ação civil na 2ª Vara da Fazenda Pública, contra o Governo do Estado e a Companhia de Águas e Esgotos da Paraíba (Cagepa) pedindo a suspensão do fim do racionamento, programado pelo Governo para o dia 26 deste mês. 
 
A Ação Civil Pública foi apresentada pelos defensores José Alípio Bezerra de Melo e Marcel Joffily de Souza. O protocolo do documento aconteceu nesta tarde, às 17h
 
De acordo com o defensor público, José Alípio Bezerra de Melo, o fim do racionamento precisa acontecer com segurança. “A defensoria pública está preocupada com a questão hídrica. O índice ainda está abaixo da necessidade do povo. É importante lembrar que o açude não abastece apenas Campina Grande. O objetivo da ação é garantir uma segurança hídrica para a população. No momento que o manancial atingir sua capacidade ideal, o racionamento pode encerrar, antes não”, comentou. 
 
O açude Epitácio Pessoa (Boqueirão) tem atualmente de 33,72 milhões de metros cúbicos de água, o que corresponde a 8,07% de sua capacidade hídrica. O reservatório é responsável pelo abastecimento de água de Campina Grande e outros 18 municípios
 
A direção da Cagepa na Paraíba não quis comentar o caso e disse que só irá se pronunciar sobre o assunto, após ser notificada.