Vida Urbana

Consumo precoce do álcool em CG preocupa

Problema que preocupa em qualquer fase da vida, o consumo exagerado de bebida alcoólica tem se tornado uma realidade cada vez mais presente na rotina dos adolescentes em Campina Grande. Atraídos pela curiosidade e pelas sensações que a bebida alcoólica provoca, muitos deles estão começando a beber com frequência anos antes de atingirem a maioridade, […]




Problema que preocupa em qualquer fase da vida, o consumo exagerado de bebida alcoólica tem se tornado uma realidade cada vez mais presente na rotina dos adolescentes em Campina Grande. Atraídos pela curiosidade e pelas sensações que a bebida alcoólica provoca, muitos deles estão começando a beber com frequência anos antes de atingirem a maioridade, conforme determina a lei.

Conforme estudo realizado em uma escola estadual de Campina Grande no primeiro semestre deste ano pelo Programa Educação e Prevenção ao Uso de Álcool, Tabaco e Outras Drogas da Universidade Estadual da Paraíba (Pepad-UEPB), 67% dos 196 estudantes ouvidos admitiram já ter experimentado algum tipo de bebida alcoólica.

Com faixa etária entre 15 e 20 anos, 38% dos alunos da Escola Estadual Elpídio de Almeida (Prata) afirmaram ter bebido pela primeira vez na faixa etária entre 13 e 15 anos, o que segundo a coordenadora do Programa, Clésia Pachú, preocupa pela precocidade do consumo, que pode aumentar as chances de dependência do álcool.

São casos como o da estudante Maria (nome fictício), que começou a beber aos 15 anos. A jovem, que hoje tem 16 anos, e cursa o 1º ano do Ensino Médio em uma escola de Campina Grande, conta que bebeu pela primeira vez quando participava de uma festa, por curiosidade.

Desde então, relata ela, a ingestão do álcool se tornou uma coisa comum em sua vida. “Minha mãe alertou para que eu fosse prudente e disse que era melhor eu beber na frente dela do que escondido, mas me disse para beber apenas cerveja e não ingerir bebidas com maior teor alcoólico. O que ela não sabe é que também bebo whisky e vodka”, contou.

Outro ponto destacado pela adolescente diz respeito ao acesso que os jovens menores de idade têm à bebida em alguns locais da cidade, o que facilita o consumo desregrado. “Eu compro tranquilamente. A correria nesses bares de festas é tão grande que eles vendem a todo mundo sem nem olhar para nosso rosto”, afirmou.

Os dados obtidos com a pesquisa realizada pelo Pepad também apontam que 41% dos alunos entrevistados acreditam ser fundamental beber em uma festa para se sentirem felizes, enquanto que outros 11% consideram que o uso de bebidas alcoólicas não é prejudicial à saúde.

Conforme a psicóloga Talita Borges, que atua no Centro de Atenção Psicossocial Infantil (CAPSi) de Campina Grande, essa realidade é reflexo, dentre outros fatores, dos conflitos próprios da adolescência, período em que é natural o desejo de viver novas experiências, principalmente aquelas que estão associadas à busca da independência e à inserção no mundo dos adultos.

ORIENTAÇÃO ESCOLAR
Com o objetivo de orientar os alunos sobre os perigos e consequências do consumo de álcool e drogas, a temática é abordada constantemente junto aos alunos da Escola Elpídio de Almeida.

Conforme a diretora-adjunta da instituição de ensino, Cleone Alves, apesar de não haver um projeto específico para trabalhar a questão, os professores e psicólogos da escola realizam atividades no cotidiano escolar com a finalidade de alertar os jovens sobre o consumo exagerado de bebida alcoólica, bem como em relação ao risco de dependência das drogas.


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