Vida Urbana

Com obra paralisada e sem previsão de retorno, DNIT quer 'preservar os serviços executados' na BR-230

Ministério da Infraestrutura admite que está fazendo avaliações para suplementação orçamentária.




Obra entre Cabedelo e João Pessoa segue paralisada. Foto: Walter Paparazzo/G1

Ver a BR-230 triplicada ainda vai demorar um pouco. Desde o dia 23 de dezembro, a obra está paralisada, no trecho entre as cidades de Cabedelo e João Pessoa, por falta de recursos. Em nota, divulgada nesta sexta-feira (17), o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) informou que “já está tomando as devidas providências para preservar os serviços executados até o momento (cerca de 10 quilômetros) e garantir a segurança dos usuários que utilizam o trecho”.

O corte no repasse dos recursos para que a obra pudesse continuar não é nada novo. Em 28 de junho de 2018, o então presidente Michel Temer assinou um decreto, cancelando o repasse de recursos de Restos a Pagar (RAP) de 2016, que era exatamente a fonte pagadora. Sem dinheiro, a obra foi paralisada e não há previsão de retorno.

O DNIT ainda disse que “a Autarquia trabalha no levantamento de remanescentes para a conclusão total do empreendimento, tão logo os recursos orçamentários necessários sejam garantidos.”.

Sobre a possibilidade de retorno destes recursos para a retomada da obra, o Ministério da Infraestrutura informou ao JORNAL DA PARAÍBA que “está avaliando junto ao Ministério da Economia alternativas para suplementação orçamentária.”.

A obra

A triplicação da rodovia BR-230 no trecho entre a cidade de Cabedelo e o Viaduto de Oitizeiro foi iniciada em março de 2017. A construção estava orçada inicialmente em mais de R$ 255 milhões. Ela se estende por cerca de 28 km e, além da triplicação, previa a construção de 13 viadutos e reforma de outros três.

Além das novas faixas e dos viadutos, o projeto contemplaria a construção de 14 passarelas para pedestres ao longo dos 28 km do trecho contemplado. Com o alargamento da rodovia, os viadutos de Manaíra, UFPB e Cristo também seriam ampliados para acomodar as novas faixas.


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