Vida Urbana

Após processo de readaptação, peixes-bois vão ser soltos no Rio Mamanguape

Animais vinham sendo acompanhados durante todo esse período.




Soltura dos peixes-bois vai acontecer no domingo (Foto: Divulgação)

Após sete meses passando por um processo de readaptação, os peixes-bois marinhos Vitória, de 4 anos, e Parujuru, de 6 anos, vão ser reintroduzidos no estuário da Barra do Rio Mamanguape no domingo (24). Os animais vinham sendo acompanhados durante todo esse período pelas equipes do Projeto Viva o Peixe-Boi e da APA da Barra do Rio Mamanguape/ICMBio. Eles passaram por exames clínicos no início de novembro e estão saudáveis e aptos para serem soltos e voltar a viver livres na natureza.

A soltura vai ser feita com a abertura dos portões do local em que os animais estavam, que fica no estuário do rio e, com o auxílio de redes de contenção, os animais serão direcionados para a parte externa do recinto de readaptação. Vitória e Parajuru ganharão um equipamento de monitoramento (semelhante a uma boia com uma antena) e serão acompanhados diariamente pelas equipes envolvidas. Desta forma, os dois animais se juntarão aos outros peixes-bois reintroduzidos e nativos monitorados na região.

De acordo com o pesquisador e médico veterinário João Carlos Gomes Borges, coordenador do Projeto Viva o Peixe-Boi Marinho, a APA da Barra do Rio Mamanguape é uma região propícia para essa reintrodução da espécie,  sendo uma das principais áreas de ocorrência de peixes-bois marinhos no Brasil, um local que ainda dispõe dos principais atributos ecológicos, contando com um importante estuário, ambiente marinho, fontes de alimentação, qualidade hídrica, águas calmas e protegidas, e, além disso, trata-se de uma área de proteção ambiental.

“Quando soltos, os peixes-bois marinhos vão estar de alguma maneira convivendo nestes ambientes de estuário, indo para praias que eles ainda vão estar desbravando, e esse processo todo traz para o trabalho de conservação uma das ações mais desejadas, que é a soltura desses animais e, sobretudo, ter esses animais adaptados às condições de vida livre, interagindo com outros peixes-bois. Além disto, ter os peixes-bois nestes ambientes e a sociedade convivendo de maneira harmônica com os peixes-bois, nos traz a esperança e a motivação aos esforços desprendidos em prol da conservação da espécie”, enfatiza João Carlos.


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