Vida Urbana

Agentes de saúde paralisam serviços nos PSFs de Campina Grande

Cerca de 600 agentes comunitários de saúde estão em greve desde 1º de janeiro. Com a paralisação, o atendimento no Programa de Saúde da Família fica prejudicado.




Agentes de saúde paralisam serviços nos PSFs de Campina Grande
Trabalhos estão parados no Serviço Municipal de Saúde de Campina Grande

Karoline Zilah

Cerca de 600 agentes comunitários de saúde de Campina Grande estão em greve desde a última sexta-feira (1º de janeiro). Com a paralisação, o atendimento no Programa de Saúde da Família (PSF) da rede municipal fica prejudicado, uma vez que não está sendo oferecido o acompanhamento a pacientes hipertensos, diabéticos, gestantes e portadores de câncer, entre outros.

De acordo com Napoleão Maracajá, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Públicos Municipais do Agreste da Borborema, mais de 90% dos profissionais já aderiram à greve. Segundo ele, a categoria não reivindica aumento salarial, mas o cumprimento das leis já estabelecidas.

Entre os problemas levantados, estão o direito de receber o salário no mesmo dia dos demais servidores da Prefeitura de Campina Grande e receber na íntegra o repasse do Governo Federal, que sofre um desconto de R$ 21.

A Secretaria de Saúde de Campina Grande informou que que o desconto é garantido por lei como verba de custeio. Napoleão Maracajá rebateu e informou que a contrapartida não cumpre com o custeio. “Não é verdade porque eles (os agentes de saúde) não têm protetor solar, não têm material de expediente”, comentou.

Mais categorias prometem greve

Além dos agentes de saúde, cerca de 4 mil profissionais à serviço da Prefeitura de Campina Grande também programaram uma série de reivindicações e greves para o mês de janeiro. Estão envolvidos nos protestos funcionários do magistério (secretários, merendeiros, auxiliares de serviço), vigilantes e agentes de limpeza urbana.

As categorias exigem que a Prefeitura receba seus representantes para negociar as insatisfações. De acordo com o calendário programado pelo Sintab, a previsão é de que os garis iniciem a greve no dia 20 de janeiro. Já os funcionários do magistério e os vigilantes prometem cruzar os braços a partir do dia 31 de janeiro, caso as reivindicações não sejam atendidas pela Prefeitura.


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