Vida Urbana

Açude de Bodocongó completa 100 anos com assoreamento e poluição alta

Governo está construindo Parque Ecológico e Prefeitura vai fazer limpeza. 



Leonardo Silva
Leonardo Silva
Açude de Bodocongó recebe esgotos e sofre com assoseramento

"Eu fui feliz lá no Bodocongó/Com meu barquinho de um remo só".  Cantado em prosa e verso, o açude de Bodocongó, situado no bairro de mesmo nome, em Campina Grande, completa 100 anos de construção, nesta sexta-feira (10) com alto índice de poluição. O Comitê pela Revitalização do Açude só vai comemorar o centenário no dia 21 abril com o abraço simbólico, bolo, velas, show de forró e uma corrida no entorno do reservatório.

“A luta do Comitê é pela conclusão das obras de revitalização e urbanização, bem como a limpeza do Açude de Bodocongó, cartão postal de nossa cidade e tema de várias músicas. O reservatório é um patrimônio histórico da cidade. Aqui temos também duas universidades públicas, hospitais, cursos técnicos, então a área tem uma importância estratégica na paisagem urbana.”, comenta Vicente Gouveia, um dos coordenadores do comitê.

Atualmente, o Governo do Estado está construindo o Parque Ecológico de Bodocongó, que irá revitalizar toda a margem do açude com quiosques e espaços esportivos e de lazer. Por sua vez, a Prefeitura de Campina Grande estuda fazer a dragagem e limpar o açude.

Estudos realizados no manancial apontaram um alto índice de poluição da água, que recebe esgotos sem tratamento. Além disso, várias pessoas lavam seus veículos às margens do açude, o que contribui para o depósito de detritos e lixo. O reservatório apresenta também assoreamento.

Construção

O açude de Bodocongó foi construído na confluência do rio Bodocongó com o rio Caracóis, objetivando aumentar a disponibildade de água para abastecimento do munícipio, como medida de combater a escassez de água na região, uma vez que o Açude Novo e o Açude Velho não conseguiam mais suprir as necessidades hidrícas da população.

Sua construção teve início em 1915, término no dia 15 de janeiro de 1917, sendo entregue à população em 10 de fevereiro do mesmo ano.

Todavia, os elevados níveis de salinidade de suas águas impossibilitaram sua utilização para abastecimento doméstico. Contudo, tornou-se fator decisivo para o surgimento de um novo bairro e do complexo industrial no seu entorno.  


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