Vida Urbana

4.839 bebês nasceram prematuros na Paraíba, em 2019, conforme a SES

No mundo, são 30 milhões de prematuros todos os anos, conforme dados da OMS.




4.839 bebês prematuros até o novembro deste ano, na Paraíba / Foto: Arquivo

Conforme dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), cerca de 30 milhões de bebês nascem prematuros em todo o mundo, anualmente. Na Paraíba, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) notificou o nascimento de 4.839 bebês prematuros até o novembro deste ano, e essa quantidade chama ainda mais atenção neste domingo (17), quando se celebra o Dia Mundial da Prematuridade.

Os dados da OMS ainda revelam que, no âmbito mundial, 2,5 milhões de recém-nascidos morreram antes de completarem um mês de vida em 2017, e desse total, 65% eram prematuros. Cerca de 68% das mortes de recém-nascidos poderiam ser evitadas, até 2030, com a adoção de soluções simples, como acompanhamento adequado às mães, amamentação exclusiva e instalações de saúde limpas e bem equipadas, administradas por órgãos públicos de saúde.

As questões expostas nos dados da OMS são lembradas e debatidas neste dia 17 por profissionais da saúde de todo o mundo, com o intuito de incentivar ações que consigam reduzir a incidência do parto prematuro e das complicações pelas quais os recém-nascidos passam por conta da condição de prematuridade.

Segundo o obstetra Márcio de Oliveira, esta condição se dá por vários motivos. “Diversos fatores podem influenciar para que um parto ocorra antes do tempo certo, desde comprometimentos na saúde da mãe, até intercorrências durante a gestação. Obesidade, gestação múltipla e anomalias genéticas figuram entre as causas mais comuns”, comentou Márcio de Oliveira.

Doutor Márcio ressalta, ainda, que a assistência dos hospitais é de fundamental importância para que o número observado no âmbito nacional, referente a cerca de 300 mil bebês nascidos prematuramente todos os anos, estacione ou diminua.  Para ele, uma vez nascidos os bebês precisam ser cuidados, ainda nas salas de parto. 

“É o primeiro lugar onde prestamos assistência a esse recém-nascido, assegurando uma via aérea desobstruída e proteção neurológica ou cardiológica. Depois ele recebe uma avaliação mais detalhada e os cuidados intensivos na UTI Neonatal. Possuir equipamentos modernos e uma equipe treinada para este tipo de parto é fundamental nestes casos”, conclui o obstetra.


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