Vida Urbana

'Imaginário de filho ideal trava a fila de adoção de crianças', diz Juiz da Infância e Juventude

Atualmente não há nenhuma criança e 16 adolescentes disponíveis para adoção em João Pessoa.




Adoção

Pessoas que buscam adoção preferem crianças de 0 a 2 anos, do sexo feminino e com pele clara. Foto: Francisco França

A busca por crianças recém nascidas, brancas, sem doenças e com determinadas características faz com que o número de pretendentes de adoção seja grande, mesmo com crianças disponíveis para adoção, diz o juiz da Primeira Vara da Infância e Juventude do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), Adailton Lacet. Atualmente na Paraíba o número de pessoas que buscam crianças para adoção é cerca de oito vezes maior do que a quantidade de crianças e adolescentes disponiveís para adoção.

Segundo Adailton Lacet em João Pessoa não há nenhuma criança e 16 adolescentes disponíveis para adoção. “Muitas crianças são adotadas desde a própria maternidade. As mães dão a luz e os bebês são entregues para adoção, o que faz com que não haja crianças disponíveis para adoção na capital”, explicou o juiz.

O perfil de criança mais buscado por quem pretende adotar, segundo Adailton Lacet, continua sendo de crianças com 0 a 2 anos, sexo feminino e com pele clara. “Ao pretendente é dado esse direito de escolher o perfil, então ele faz o imaginário do filho ideal e isso tem travado a fila de adoção”, afirmou.

No Cadastro Nacional da Adoção (CNA) mantido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), na Paraíba há atualmente 67 crianças disponíveis para adoção. Ainda de acordo com o mesmo cadastro o número de pessoas que pretendem adotar no estado é bem maior. São 558 pessoas cadastradas para adotar uma criança na Paraíba.


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