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Termômetro do Paraíba1: sátiras e religião esquentam 2º turno na web

Paraíba1 acionou "termômetro" para analisar aceitação de José Maranhão (PMDB) e Ricardo Coutinho (PSB) em ferramentas como Orkut, Twitter, Facebook e YouTube.




Karoline Zilah
Gráficos: Fernanda Paiva

Não foi só nos debates que o segundo turno das eleições ficou mais acirrado na Paraíba. Neste período, a disputa entre os candidatos ao Governo do Estado e seus militantes na internet se tornou ainda mais visível, especialmente nas redes sociais, espaço onde os internautas compartilham suas opiniões. Por isso, o Paraíba1 acionou o seu "termômetro" para analisar como anda a aceitação de José Maranhão (PMDB) e Ricardo Coutinho (PSB) em ferramentas como o Orkut, o Twitter, o Facebook e o YouTube.

A pesquisa reflete a projeção deles nas mídias sociais e a ‘qualidade’ das menções que são feitas a eles: positivas, negativas ou neutras. Neste universo, foram identificados os comentários de internautas a favor ou contra, bem como a atuação de militantes e dos próprios candidatos nos sites.

O ‘termômetro’ constatou que Ricardo Coutinho continua com a imagem mais positiva do que a de José Maranhão nas redes sociais. O resultado é mensurado pela quantidade de menções atribuídas a cada um.

Embora ainda não consiga emplacar na preferência dos internautas, José Maranhão apresentou um desempenho mais favorável. Ao contrário do primeiro turno, agora ele acumula um número mais expressivo de menções positivas. Ainda assim, nesta segunda etapa da pesquisa, o Paraíba1 contabilizou 4.955 menções positivas a Ricardo Coutinho, que continua na liderança. Já o peemedebista somou 3.383 menções positivas.

Do lado oposto, foram 2.764 menções negativas relativas a Maranhão, contra 665 de Coutinho. O número de Maranhão representa quatro vezes mais que as citações desfavoráveis ao seu concorrente. Os dados aumentaram para ambos os candidatos em relação ao primeiro turno, mas a diferença da quantidade de menções negativas cresceu ainda mais para Maranhão. Enquanto o peemedebista tinha 492 citações desfavoráveis a mais que seu oposicionista no primeiro turno, agora ele registra 2.099 a mais.

Compare com a pesquisa feita no primeiro turno:

Twitter

Assim como no primeiro turno, o Twitter foi o centro das discussões nesta nova etapa eleitoral. Ricardo Coutinho tem 12.315 seguidores no Twitter, e Maranhão tem 2.464. O atual governador, ao contrário do 1º turno, conta com um expressivo número de menções positivas geradas por um novo e atuante grupo de eleitores no Twitter que se expressa por hashtags como #voucomze. Ricardo Coutinho continua com seus cabos eleitorais voluntários ou oficiais, que buscam gerar bastante volume de menções positivas e hashtags como #soumaisricado.


Com a presença maior de eleitores de Maranhão no Twitter, travou-se um novo embate nesta rede social, especialmente baseado em sátiras e questões religiosas. A polêmica teve alvo o candidato Ricardo Coutinho. Os boatos abordados nas redes sociais eram de que o socialista seria “ateu”, “satanista” e de que teria espalhado em João Pessoa estátuas de adoração ao demônio. Na rede, são feitas várias críticas panfletárias a ele. Por outro lado, os “militantes girassóis” tentaram combater as acusações veiculando vídeos, provas e e-mails.

As denúncias repercutiram negativamente contra José Maranhão. Tanto que o candidato dedicou seu guia eleitoral do dia 13 de outubro ao tema “Intolerância Religiosa”, negando a autoria do conteúdo difamatório contra Ricardo e afirmando respeito a todas as religiões.

Neste período, também surgiram sátiras negativas contra os dois candidatos por meio de vídeos no YouTube. Já no Orkut, duas comunidades criaram tópicos para debates relacionados aos candidatos. No total, foram criados 77 tópicos com palavras-chave relacionadas a José Maranhão, das quais 12 foram positivos, quatro neutros e 61 negativos. Com relação a Ricardo Coutinho, foram criados 90 tópicos no Orkut, dos quais 61 foram positivos, 12 neutros e apenas 17 negativos.

Método

Para avaliar a aceitação ou rejeição de ambos foi utilizada a ferramenta Scup, atualmente aproveitada pelas principais agências de marketing digital para monitoramento de marcas de grande porte, como Telefônica, Bradesco, Philips e Motorola.

O ‘termômetro’ teve como base palavras-chave (nomes ou termos relacionados aos candidatos) e a classificação delas (positivo, negativo e neutro) em postagens no Twitter, tópicos criados em comunidades no Orkut, vídeos inseridos no YouTube e citações no Facebook.

O levantamento foi feito durante cinco dias, entre 13 e 17 de outubro, abrangendo período de realização de debates e de publicação de notícias do dia a dia de campanha. Este prazo também incluiu o fim de semana, quando aconteceram carreatas e ações específicas de campanha.

Foram analisados os seguintes critérios: engajamento dos internautas em prol ou contra os candidatos; presença dos candidatos (se eles têm perfis oficiais, a força de seus cabos eleitorais e quantidade de seguidores ou membros em cada rede); volume (quantidade de menções positivas, negativas e neutras nas redes sociais); e sentimento positivo, negativo ou neutro em torno dos nomes e ações dos candidatos.

A pesquisa não abrange apelidos muito específicos ou siglas relacionadas aos candidatos devido à ambiguidade dos termos e possível similaridade com outros termos. As palavras-chave buscadas foram: “José Maranhão”, “Zé Maranhão”, “#voucomze”, “Ricardo Coutinho”, “#rc40” e “#soumaisricardo”.

A pesquisa foi feita sem divulgação prévia, com o objetivo de evitar publicações de menções intencionais e buscar resultados espontâneos. Como a pesquisa foi feita a partir do volume de citações, foram selecionados os candidatos que possuem mais de 100 menções por dia.


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