Política

Comparação entre votações contra Berg e Luiz Antônio mostra Câmara de Bayeux dividida

Nenhum vereador de Bayeux votou a favor da cassação dos dois prefeitos.




Em menos de três meses, a Câmara Municipal de Bayeux julgou dois pedidos de cassação contra dois prefeitos, o afastado, Berg Lima (sem partido), e o interino, Luiz Antônio (PSDB). Acusações diferentes e um mesmo resultado: a absolvição. O JORNAL DA PARAÍBA fez um raio x das duas votações e constatou que o legislativo da cidade está dividido entre os dois gestores. Os vereadores que votaram a favor de Berg, em dezembro de 2017, quase na totalidade, se posicionaram contra Luiz na votação de terça-feira (20). Já os votos que impediram a cassação do interino vieram dos parlamentares que se colocaram contra o prefeito afastado. Nenhum vereador votou a favor da cassação dos dois.

O resultado da votação do pedido de cassação de Luiz Antônio saiu na noite de terça-feira (20), após oito horas de sessão. Acusado de uso da máquina pública para fins pessoais, após ser flagrado em um áudio orientando a comunicação da prefeitura a atacar o deputado federal André Amaral (MDB), o prefeito interino seria cassado se 12 dos 17 vereadores da Câmara de Bayeux votassem neste sentido.

>>Berg Lima ou Luiz Antônio: quem vai governar Bayeux?

A votação terminou com oito votos contrários à cassação, sete a favor e duas abstenções. Foram contra à saída de Luiz Antônio os vereadores: Adriano Martins (MDB), Inaldo (PR), Josauro Pereira (PDT), Luciene de Fofinho (PSB), Dedeta (PSD), Betinho da RS (Podemos), Roni Alencar (PMN) e Cabo Rubem (PSB). Dentre eles, sete votaram a favor da saída de Berg Lima, no final do ano passado. A execeção é Adriano Martins que não participou da primeira votação por ser autor do pedido de cassação do prefeito afastado. Obviamente, se ele tivesse direito de voto seria contra Berg Lima.

Por outro lado, votaram contra Luiz Antônio os vereadores: Francineide Barbosa (Podemos), Jeferson Kita (PSB), Netinho (PSD), José Eraldo Lico (PSB), José Baixinho (PMN), Uedson Orelha (PSL) e Noquinha (PSL). Estes mesmos parlamentes deram sete dos 10 votos que livraram Berg Lima da cassação. Os outros três foram de Adriano do Táxi (PSL) e Guedes da Informática(Podemos), que se abstiveram na votação do prefeito interino, e do suplente Subtenente Ricardo (PP), que votou no lugar de Adriano Martins, em dezembro.

Confira como votou cada vereador nas duas sessões de cassação:

VereadoresCassação de Berg LimaCassação de Luiz Antônio
Jefferson Kita (PSB)ContraA favor
Noquinha (PSL)ContraA favor
Luciene de Fofinho (PSB)A favorContra
Josauro Pereira (PDT)A favorContra
Adriano do Taxi (PSL)ContraAbstenção
Inaldo Andrade (PR)A favorContra
Zé Baixinhho (PMN)ContraA favor
Roni Alencar (PMN)A favorContra
Cabo Rubem (PSB)A favorContra
Uedson Orelha (PSL)ContraA favor
Lico (PSB)ContraA favor
Dedeta (PSD)A favorContra
Netinho (PSD)ContraA favor
França (PTN)ContraA favor
Betinho da RS (PTN)A favorContra
Adriano Martins (MDB)Não votouContra
Guedes da Informatica (PTN)ContraAbstenção
Subtenente Ricardo (PP)ContraNão votou

 

A novela continua

Os vereadores de Bayeux ainda vão ter ao menos duas oportunidades para testarem a ‘coerência’ política. Pois existem mais duas Comissões Processantes em tramitação na Câmara Municipal, uma para cada um dos gestores.

A que tem o prefeito afastado Berg Lima como alvo está em uma fase mais adiantada. Ele é acusado de cometer fraude no aluguel de veículos para a administração municipal quando ainda estava no mandato.

A Comissão já está na fase final, restando a apresentação do parecer do relator, o vereador Betinho da RS. Ele tem até o dia 26 de fevereiro para fazer isso. Na sequência é feita a votação no colegiado e o presidente marca a sessão de julgamento.

Já o prefeito interino Luiz Antônio é investigado por conta da gravação em que aparece conversando com um empresário da cidade supostamente pedindo propina. A Comissão Processante aguarda o parecer prévio, que é quando se decide se a investigação prossegue ou não.

 

Mais coisa em comum

 

Essa mesma gravação de Luiz Antônio também gerou uma ação de de improbidade administrativa contra o prefeito Luiz Antônio. O órgão ministerial pede o afastamento imediato do gestor do cargo e a indisponibilidade dos bens do tucano.

A ação foi protocolada no dia 5 deste mês e o juiz responsável pelo caso, Francisco Antunes Batista, se pronunciou já no dia 8 com a determinação de notificação do prefeito. Luiz Antônio, desde então, recebeu prazo de 15 dias para apresentar resposta por escrito. Só após isso, o magistrado poderá se pronunciar sobre a admissibilidade do processo, bem como o pedido de afastamento dele do cargo e a indisponibilidade dos bens.

Berg Lima vive uma situação similar, respodendo uma ação penal no Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), acusado de corrupção e concussão. O processo teve origem após ele ser flagrado recebendo dinheiro de um empresário, supostamente propina. Essa gravação causou a prisão dele por cerca de cinco meses e também seu afastamento da prefeitura.

 


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