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Aline Rosas é destaque na vitória do handebol do Brasil

Seleção vence a vice-campeã olímpica e precisa vencer a Suécia para conseguir a classificação para a próxima fase.



Globoesporte.com
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Alexandra e Aline (Pará) foram dois dos grandes nomes da vitória história do handebol feminino.

Do Globo Esporte

A paraibana Aline Rosas, conhecida na seleção como Pará, marcou gol e ajudou o Brasil a conseguir a maior vitória de sua história em Jogos Olímpicos no handebol feminino ao vencer a Coréia do Sul por 33 a 32 com um gol de Ana Paula no último segundo. Líderes do grupo e candidatas à medalha de ouro, as sul-coreanas pareciam não acreditar no que estava acontecendo durante todo o jogo, com as brasileiras liderando quase o tempo inteiro. A seleção agora tem três pontos e enfrenta a fraca Suécia na última rodada, com totais chances de classificação para a próxima fase. As coreanas seguem na liderança do Grupo B com cinco pontos, mas podendo perder a posição, já que Hungria e Rússia ainda irão jogar na rodada.

O Brasil começou jogando com muita velocidade e sem se importar de enfrentar as líderes do grupo, atuando com equilíbrio e aproveitando os espaços que a equipe sul-coreana deu. Lideradas por Pará e Alexandra, que fez seis gols no primeiro tempo, o Brasil seguiu sempre à frente no placar. Faltando quatro minutos para o fim do primeiro tempo, Vivi marcou mais um em um contra-ataque muito rápido e abriu cinco gols de vantagem para o Brasil: 17 a 12. Com uma defesa muito boa, o placar continuou inalterado até o final.

O Brasil voltou para a segunda etapa muito forte, partindo com raça para o ataque e marcou o primeiro gol aos dois minutos com Pará. Mas depois começou a mostrar ansiedade e os seis gols de vantagem diminuíram, com as coreanas marcando três vezes seguidas. As adversárias conseguiram se aproximar e ameaçar a vitória brasileira fazendo 21 a 19. A equipe comandada pelo espanhol Juan Oliver passou a perder bolas bobas e fazendo muitas faltas de ataque. Em apenas dez minutos, toda a vantagem construída caiu com dois tiros de sete metros marcados por Hong, e a Coréia empatou em 25 a 25.

Com menos duas jogadoras em quadra, Pará e Duda conseguiram marcar e virar o placar, e em seguida, Chana pára Hong pela primeira vez no tiro de sete metros. Com as duas equipes se alternando no placar, o Brasil chegou à vitória com um gol no último segundo numa boa jogada de Ana Paula, recebendo de costas para o gol e batendo forte, fechando em 33 a 32 e mostrando o veneno usado pela Hungria na segunda rodada, quando as brasileiras venciam por 28 a 27 e sofreram o empate no segundo final. A equipe vinha de uma estréia com derrota para a Alemanha por 24 a 22 e depois na terceira partida perdeu para a Rússia por 28 a 19.