Política

Servidores demitidos do Trauma podem recorrer à Justiça, diz OAB

Representante da entidade garantiu que apesar dos desligados atuarem como prestadores de serviço eles podem buscar seus direitos. Demissões foram efetivadas na quinta-feira.




Jhonathan Oliveira

A Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Paraíba, garantiu nesta sexta-feira (22) que os servidores que foram demitidos do Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa podem recorrer à Justiça. Segundo o presidente da Comissão da Justiça do Trabalho do órgão, Paulo Maia, apesar dos desligados atuarem como prestadores de serviço eles têm como buscar seus direitos na Justiça.

“Os servidores que foram desligados podem ir à Justiça e pleitear os direitos que foram lesados com essa interrupção de contrato de forma abrupta. Mesmo que os servidores não sejam concursados, há um contrato que resguarda o direito deles e eles podem buscar isso na Justiça", disse Paulo Maia em entrevista ao Bom Dia Paraíba.

Os desligamentos de servidores foram realizados na quinta-feira (21) e foram realizados pela Cruz Vermelha Brasileira , que desde o dia 8 de julho vêm administrando o Trauma. Uma funcionária que foi demitida informou que cerca de 50 demissões foram efetivadas e que nenhuma justificativa foi apresentada pela administração da unidade.

Através de nota, divulgada na noite de ontem, o secretário de Saúde, Waldson Souza, confirmou as demissões, mas não disse quantas foram feitas. Segundo ele, os funcionários só foram desligados porque “não se enquadram no perfil profissional do novo modelo da direção de Hospital” .

O presidente do Conselho Regional de Enfermagem da Paraíba, Gerson da Silva Ribeiro, disse também em entrevista ao Bom Dia Paraíba que se surpreendeu com a demissão dos servidores. Ele alertou que isso pode sobrecarregar a unidade hospitalar. “Para nós isso foi uma surpresa, o ideal era que fossem contratados mais pessoas e isso pode acabar sobrecarregando ainda mais a unidade”, afirmou.


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