Política

Prédios do antigo Paraiban vão a leilão nesta quinta

Lance mínimo para interessados nos dois lotes disponíveis é de R$ 46,5 milhões.




Os dois imóveis pertencentes ao antigo banco Paraiban serão leiloados nesta quinta-feira (11). O leilão será realizado a partir das 11h, no Cine Banguê do Espaço Cultural José Lins do Rêgo, em João Pessoa e será dividido em dois lotes. O primeiro contempla o edifício-sede do Paraiban, localizado na Avenida Epitácio Pessoa, na capital. O outro lote se refere a um imóvel localizado em Brasília, no Distrito Federal.

O leilão ocorrerá de forma presencial e eletrônica (online) e o lance mínimo do imóvel de João Pessoa é R$ 42 milhões. Já o lance mínimo referente ao imóvel de Brasília será de R$ 4,54 milhões. O pagamento poderá ser efetuado à vista ou a prazo, sendo 30% de entrada e o restante dividido em até 12 vezes. A comissão do leiloeiro será de 5%.

O prédio foi colocado à venda pelo governador Ricardo Coutinho (PSB) em abril do ano passado, depois que o então novo presidente da Assembleia legislativa da Paraíba, deputado Gervásio Maia (PSB), desistiu de por em prática do ex-presidente da Casa, Adriano Galdino (PSB), de transferir a sede do legislativo estadual para o local. Ele preferiu investir os R$ 15 milhões que seriam utilizados para efetivar a mudança em uma reforma na sede da Casa, localizada na Praça dos Três Poderes.

Imóvel com problemas

No local, depois da privatização do banco Paraiban, em 2001, funcionou pelo menos oito repartições públicas estaduais, dentre elas a Controladoria Geral do Estado, Procuradoria Geral do Estado e Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa), além de uma agência do Banco Real, que adquiriu a estatal.

O imóvel foi interditado em abril de 2013 em razão de diversas irregularidades nas condições de trabalho, constatadas durante fiscalização conjunta da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego e Ministério Público do Trabalho.

Quando encaminhou a proposta para apreciação do legislativo, Ricardo Coutinho justificou que ambos os prédios são antigos e estão precisando de reformas urgentes, que demandariam um alto volume de recursos. O governador destacou que, com a venda, além de eliminar os gastos necessários à reparação e manutenção, o Estado “obterá recursos para serem investidos em favor da população paraibana”.


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