Política

Paraíba é vulnerável a explosões a bancos, admite secretário

Segundo o secretário de Segurança Cláudio Lima, “é muito dinheiro e muita facilidade. Os criminosos vão para onde é mais fácil”, o que preocupa o Estado.
 




A Paraíba termina o ano com 130 ataques a bancos – caso nenhum outro seja registrado até o dia 31. Os dados são do Sindicato dos Bancários da Paraíba (SEEB-PB) e sugerem que esse tipo de crime virou rotina no Estado, sobretudo nos municípios do interior, onde a população vive com medo e sem banco. O secretário da pasta da Segurança Pública e Defesa Social do Estado, Cláudio Lima, não esconde o problema e admite que os bandidos encontram facilidade para cometer esse tipo de crime e critica a tipificação penal da explosão a banco, que é considerada furto qualificado.

Segundo o secretário Cláudio Lima, o número de explosões na Paraíba no ano que se finda corresponde a cerca de 70 casos. Número que ele diz considerar “absurdo, muito alto”. Nas palavras do secretário, há muitas explosões a bancos no Estado porque “é muito dinheiro e muita facilidade. Os criminosos vão para onde é mais fácil”. Ele destaca que essa tem sido a preocupação de secretários de Segurança de todo o país, tendo em vista o aumento de casos dessa natureza também em outros estados. À frente da pasta desde 2011, Lima explica que a explosão bancária é a que mais preocupa devido ao caráter de violência e de prejuízo que traz à população.

“O Estado vem buscando combater esse tipo de crime, inclusive várias quadrilhas foram presas nos últimos anos. A polícia está prendendo ‘chefões’ ligados aos casos de explosões bancárias, isso é uma preocupação nacional”, afirma o secretário.

Um dos últimos ataques a banco com explosão foi registrado em uma padaria no bairro de Tambaú, em João Pessoa. Era início da manhã e muitas pessoas caminhavam na orla. Outras chegavam ao trabalho, como os funcionários da padaria, que foram surpreendidos com a ação dos criminosos. O explosivo colocado no caixa eletrônico destruiu parte do estabelecimento comercial e causou pânico entre os moradores da localidade.

OUTROS CASOS
A ocorrência registrada no bairro de Tambaú talvez fosse suficiente para mostrar a ousadia dos bandidos, mas outros casos se destacam. Como o de Boqueirão, registrado em setembro passado. No município localizado na Região Metropolitana de Campina Grande, dez homens fortemente armados explodiram uma agência bancária, comprometendo a estrutura do prédio. Após as explosões, o grupo fugiu e colocou grampos na estrada para evitar uma possível perseguição policial.
No início do último mês de novembro bandidos atacaram duas agências no mesmo dia. As ocorrências foram registradas em um banco em Salgado de São Félix, no Agreste, e em Curral de Cima. Nos dois casos a polícia registrou o uso de explosivos, que deve ser restrito. Importante ressaltar que o modus operandi das quadrilhas de ataques a banco é semelhante nos casos registrados no Estado.


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