Política

‘Parada das Mulheres’ realiza protestos contra Reforma da Previdência

Mulheres realizaram atos públicos na capital e outras sete cidades da Paraíba. 



Divulgação
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Mulheres se reúnem em ato no centro de João Pessoa

Em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, centenas de mulheres realizam nesta quarta-feira (8) ato público em todo o estado. A ação denominada ‘A Parada das Mulheres‘ pretende chamar a atenção da sociedade para várias demandas de lutas dos movimentos de mulheres e feministas.

Os movimentos são contra a retirada de direitos, a reforma da previdência, o racismo e em defesa da descriminalização do aborto, dos territórios indígenas, pelo fim da violência contra a mulher, a lesbofobia e transfobia, clamando por Nem Uma a Menos.

Além de João Pessoa, foram organizadas atividades nas cidades de Alagoa Nova, Cajazeiras, Guarabira, Araçagi, Piancó, Pombal e Picuí. 

Na capital, a ação teve início às 5h, com concentração no Ponto de Cem Réis e panfletagem coordenada por trabalhadoras da limpeza urbana. De lá, as mulheres saíram em marcha pelas ruas do Centro até a sede da Previdência Social, na Avenida Miguel Couto, onde realizaram protestos contra a PEC da Reforma da Previdência. 

Para a secretária da Mulher Trabalhadora da CUT-PB, Luzenira Linhares, neste 8 de março, é hora de declarar um basta e mobilizar as bases contra o retrocesso. “Estamos conscientes de que seremos as mais afetadas caso a Reforma da Previdência seja aprovada, pois ela iguala o tempo de contribuição entre homens e mulheres, ignorando o fato de que as mulheres realizarão diariamente sua tripla jornada, no lar, no trabalho e nos estudos. As trabalhadoras gritarão NÃO contra essas injustiças e violências crescentes em nosso país. Essa luta é muito antiga e tem se tornado vital para a vida das mulheres pelo simples fato de sabermos é crescente o número de violência doméstica que tira a vida de nossas trabalhadoras, ” afirmou. 

Ação mundial 

‘A Parada das Mulheres’ faz parte da Greve Internacional das Mulheres, movimento organizado por ativistas dos Estados Unidos e da Argentina que convoca mulheres de todo o mundo a promover manifestações em favor da população feminina e contra o machismo. O movimento ganhou adesão de vários lugares do globo e grandes atos já estão confirmados em cerca de 40 países. 

A Greve Internacional de Mulheres tem como proposta central a ideia de convocar todas as mulheres do globo para paralisarem suas atividades onde estiverem, seja nos postos de trabalho, nas fábricas, ou mesmo em casa (interrompendo o trabalho doméstico).

O movimento se organiza em torno de importantes pautas políticas (contra os avanços neoliberais, contra as políticas antimigração e pela garantia de direitos sociais, como é o caso da luta contra a reforma da previdência aqui no Brasil) e pautas específicas para a luta das mulheres, como a luta contra a violência e a lgbtifobia, e em favor da descriminalização do aborto e dos direitos das mulheres negras e indígenas.

O movimento convoca as mulheres a aderirem ao movimento da maneira que puderem, seja através da paralisação, do engajamento na participação nos atos, do ativismo nas redes sociais ou mesmo da utilização de roupas e adereços simbólicos, especialmente de roupas de cor roxa ou lilás, que são as cores emblemáticas do movimento.

 

 


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