Política


Ricardo diz que oposição não tem argumento e Cássio rebate

Embate entre ex-aliados tem como mira as eleições para governo em 2018. 




O governador Ricardo Coutinho (PSB) disse, nesta segunda-feira (7), que a oposição não tem capacidade de vencer o PSB em 2018 por falta de competência em criticar o seu governo. Segundo ele, em qualquer canto do mundo a oposição precisa ter dois motes: um governo em desgraça ou atolado em denúncias. “A oposição não vai ganhar nenhum debate nesse campo em relação ao governo porque eles têm se demonstrado pouco éticos ou ineficientes”, avaliou.

Outra possibilibidade, continuou Ricardo Coutinho, seria a oposição gerar um sentimento de que pode fazer um futuro melhor do que já está. “A oposição não tem essa capacidade porque onde governaram não agregaram nada, não sabe o que é gestão, o que é ousadia, não tem compromisso com políticas-públicas, eles querem o poder pelo poder e o povo não estará disposto a fazer isto em um estado tão organizado como está a Paraíba”, comentou. 

Apesar da maratona de atividades pelo interior do estado junto às prefeituras aliadas do PSB, Ricardo Coutinho continua evitando cravar o nome do secretário João Azevedo como nome do partido para a disputa ao governo do estado no próximo ano. “Estou vendo as coisas caminhando, mas na verdade eu não vou falar sobre candidato em 2018”, encerrou. 

Em entrevista à CBN João Pessoa, o senador Cássio Cunha Lima (PSDB) rebateu a declaração de Ricardo Coutinho, classificando o discurso como incoerente. “Até  boa parte dos projetos que ele apresenta como saldo do seu governo são projeto do período em que governei a Paraíba. Exemplo disso é o Centro de Convenções e o Canal Acauã-Araçagi, iniciados no meu governo. É materialmente impossível começar uma obra de R$ 4 bilhões em quatro meses de gestão”, questionou.

O tucano, que ainda está avaliando lançar a candidatura própria do prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSDB) , ou apoiar o prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD), como o nome das oposições para o governo, lembrou ainda do programa de estradas, um dos principais cartões-postais da gestão socialista. “Os primeiros recursos estavam disponibilizados no início do governo dele. Mérito tem quem executou, mas principalmente quem conseguiu aprovar o projeto e assegurar os recursos”, concluiu.