Política


Deputados do PMDB divergem sobre denúncia contra Temer

Raniery questiona fechamento de questão e pede punição aos corruptos. 




O plenário da Câmara dos Deputados começou a votar nesta quarta-feira (2) o parecer da  Comissão de Constituição e Justiça contrário à admissibilidade da denúncia contra o presidente Michel Temer (PMDB) pelo suposto crime de corrupção passiva. Apesar de correligionários, a bancada do PMDB na Assembleia Legislativa da Paraíba diverge sobre o prosseguimento do processo no Supremo Tribunal Federal (STF).

A maioria – Jullys Roberto e Nabor Wanderley – defende a derrubada da denúncia, sob alegação de que o afastamento de Michel Temer da presidência da República poderia prejudicar o país, especialmente do ponto de vista econômico. “Se mudar de presidente de novo, o país que já está numa crise vai afundar ainda mais. Ano que vem teremos eleições de novo e eu não vejo ninguém no Congresso que não seja investigado. Acredito que o presidente escape pela maioria dos votos”, comentou Jullys Roberto. 

Posicionamento divergente tem o deputado Raniery Paulino, que não acredita na inocência do presidente Temer. O peemedebista defende o prosseguimento de denúncia, como forma de permitir as devidas punições ou ao menos a criação de um espaço para sua defesa. “Também lamento o fechamento de questão em relação aos parlamentares. Eu defendo a depuração do PMDB e não podemos deixar alguém como Eduardo Cunha sem punibilidade”, cobrou. 

Votação 

Os trabalhos na Câmara Federal devem se estender por todo o dia. Com base nas delações de executivos do grupo J&F, que controla a JBS, Temer foi denunciado em junho ao STF pela Procuradoria-Geral da República por corrupção passiva. O STF só poderá analisar a denúncia, porém, se a Câmara autorizar.

A votação só pode começar com a presença de 342 parlamentares. Às 12h30 o plenário já havia obtido o quórum mínimo. A votação será por chamada nominal, começando pelos deputados de um estado da Região Norte e, em seguida, os deputados de um estado da Região Sul. Os deputados terão 15 segundos para expor os argumentos e voto.