Política


Alta de impostos sobre combustíveis não resolve crise econômica, diz presidente da Fiep

Para Buega Gadelha, a medida é totalmente desnecessária. Ele ressaltou que a indústria deve ser afetada.




Kleide Teixeira
Kleide Teixeira

O reajuste sobre os tributos de combustíveis anunciado pelo Governo Federal nesta quinta-feira (20) repercutiu negativamente para o presidente da Federação das Indústrias do Estado da Paraíba (FIEP), Buega Gadelha, que classificou a medida como desnecessária. Ele também considerou que o reajuste não resolve a crise atual e que o governo possui reservas suficientes para buscar outras soluções.

“Não acredito que esse reajuste seja uma solução para a crise. O país possui de reservas para não subir impostos e o governo poderia buscar esse caminho como solução, contrário do que faz ao cobrar mais ainda do contribuinte”, comentou Buega Gadelha. 
 
O presidente disse ainda que se posiciona contrário ao reajuste dos impostos e ressaltou que a indústria será afetada. “Essa medida vai retirar da indústria aquilo que ela tinha de lucro. O governo cria um ilusionismo de melhoria, mas isso não é verdade. Somos contrário a qualquer tipo de reajuste sobre os impostos e a verdade é que até o momento não existe nenhuma medida concreta como solução. Os juros permanecem alto, os créditos não foram ampliados e agora mais essa medida de conflito”, disse. 
 
Em relação aos gastos de transporte, Buega Gadelha disse que os custos deverão aumentar consideravelmente e criticou o momento econômico. “Estamos em um período de deflação, porque os preços dos produtos estão inacessíveis para população. Os custos aumentam e ao mesmo tempo perdem o valor porque ninguém tem acesso. Este é um processo doloroso”, ressaltou. 

Assim como a Fiep, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) também se posicionou contra a decisão do governo federal. Em nota, o presidente da confederação, Robson Braga de Andrade, ressaltou que a medida provoca prejuízos tanto para o consumidor como para as empresas. “A elevação dos tributos drena recursos do setor privado para o setor público. Provoca o aumento dos custos das empresas e reduz o poder de compra das famílias, o que prejudica o crescimento da economia”, comentou.