Política


Denúncia contra Temer volta a ser analisada na CCJ da Câmara; acompanhe

Presidente foi denunciado pelo crime de corrupção e pode perder o mandato. 




Luis Macedo / Câmara dos Deputados
Luis Macedo / Câmara dos Deputados
Segunda rodada de debates foi reiniciada na manhã desta quinta. Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara retomou nesta quinta-feira (13) a segunda rodada de discussão sobre a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o presidente Michel Temer (PMDB) pelo crime de corrupção passiva. A previsão é que o debate se estenda até o período da noite. Os deputados analisam a possibilidade de admitir a acusação de crime de corrupção passiva apresentada pela PGR e, com isso, autorizar o Supremo Tribunal Federal (STF) a dar prosseguimento ao processo contra Temer.

No inquérito, a Procuradoria-Geral da República (PGR) acusa o presidente Michel Temer de ter se aproveitado da condição de chefe do Poder Executivo e recebido, por intermédio do seu ex-assessor Rodrigo Rocha Loures, “vantagem indevida” de R$ 500 mil. O valor teria sido ofertado pelo empresário Joesley Batista, dono do grupo JBS, investigado pela Operação Lava Jato. 

Se o parecer do deputado Sergio Zveiter (PMDB-RJ) for aprovado pela maioria simples dos deputados presentes na comissão, seguirá para a apreciação do plenário. Caso seja rejeitado, o presidente da comissão designará outro relator, que deve apresentar um parecer com mérito divergente do relatório vencido. Se o novo parecer for aprovado, é este que seguirá para votação no plenário da Câmara. 

O primeiro dia de debates terminou na madrugada desta quinta-feira, após 14 horas de sessão. Quando a reunião foi suspensa, 66 deputados haviam se manifestado. A expectativa era que mais de 100 parlamentares falassem, o que resultaria em mais de 40 horas de debates, mas alguns não estavam presentes na comissão quando foram chamados. Pela manhã, a lista de inscritos previa 78 falas favoráveis à aceitação da denúncia e 31 contrárias.  Caso os parlamentares não abram mão de suas falas, são esperados pelo menos mais 30 oradores antes da votação da admissibilidade do relatório de Sergio Zveiter. 

Debates

Um dos principais pontos de discórdia entre os deputados é a substituição de membros da comissão, promovida pela base governista para garantir a maioria dos votos que possam impedir a aprovação da admissibilidade da denúncia. Desde o último dia 26, foram alterados cerca de 20 integrantes da CCJ. Na última segunda-feira (10), o deputado Delegado Waldir (PR-GO) fez críticas ao seu partido após dizer que havia ficado sabendo, pela imprensa, que tinha deixado a titularidade da comissão . Na noite de hoje, o parlamentar voltou a reclamar do procedimento adotado pelo seu partido e pelo governo.