Política

Raquel Dodge é nomeada para chefia do Ministério Público Federal

Decreto publicado no DOU traz nomeação a partir de 18 de setembro.




Lula Marques/AGPT
Lula Marques/AGPT
Raquel Dodge vai ser a primeira mulher a ocupar o cargo que comanda o Ministério Público Federal

A procuradora da República Raquel Dodge foi nomeada, nesta quinta-feira (13), para o cargo de procuradora-geral da República. O decreto do presidente Michel Temer publicado no Diário Oficial da União (DOU) traz a nomeação a partir de 18 de setembro de 2017, quando Rodrigo Janot vai ter completado quatro anos no comando do Ministério Público Federal (MPF).

Raquel Dodge foi a segunda colocada na lista tríplice da eleição feita pela Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), tendo recebido 587 votos ante os 621 de Nicolau Dino. Ao ser a indicada ao cargo, o presidente Michel Temer quebrou uma tradição que vinha desde 2003 de indicar para o cargo o primeiro colocado da lista tríplice.

Nesta quarta-feira (12), Dodge foi sabatinada por cerca de oito horas pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado, tendo a sua indicação aprovada por unanimidade pelos membros da comissão. Ainda na noite da quarta-feira, a sua indicação foi levada para votação no plenário do Senado, onde foi aprovada para o cargo de Procuradora-Geral da República com uma votação recorde. Ela recebeu 74 votos a favor, um contra e uma abstenção.

Dodge vai ser a primeira mulher a ocupar o cargo e terá mandato de dois anos à frente da PGR, podendo ser reconduzida por igual período.

Perfil

Raquel Dodge é mestre em direito pela Universidade de Harvard e está no Ministério Público Federal desde 1987. Atualmente, ela trabalha junto ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) em processos da área criminal. Também possui experiência em assuntos relacionados à defesa do Consumidor.

A procuradora é conselheira do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e atuou na operação Caixa de Pandora, que levou à prisão, em 2010, o então governador do Distrito Federal José Roberto Arruda (DEM), e na equipe que investigou o chamado Esquadrão da Morte.