Política


CCJ da Câmara debate parecer da denúncia contra Temer

Debate na Comissão pode durar até 40h pois 162 deputados podem fazer o uso da palavra.




Lúcio Bernardo Jr/Câmara Federal
Lúcio Bernardo Jr/Câmara Federal
Parecer apresentado à Comissão da Câmara recomenda que seja aceita a denúncia contra Temer

A discussões acerca do parecer do relator da denúncia contra o presidente da República são retomadas nesta quarta-feira (12). A sessão está marcada para começar às 11h. Toda a discussão pode durar até 40 horas.

O relator da denúncia contra o presidente da República Michel Temer, o deputado Sergio Zveiter (PMDB-RJ) apresentou seu parecer para a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara Federal nesta segunda-feira (10). O seu posicionamento foi de recomendar a admissibilidade da investigação pelo Supremo Triunal Federal (STF) da denúncia por crime de corrupção passiva feita pela Procuradoria-Geral da República.

Na segunda-feira, após a leitura do parecer, a CCJ ouviu o advogado de Temer, Antonio Mariz de Oliveira. "A acusação é injuriosa e não tem cabimento", voltou a dizer o advogado.

Por acordo, todos os 122 integrantes da comissão (suplentes e titulares) e mais 40 deputados não membros devem falar na CCJ, com isso a discussão pode durar até 40 horas.

“O acordo foi celebrado, e confio tanto na base quanto na oposição, de que vamos cumprir as decisões que tomamos na semana passada”, disse o presidente da comissão, deputado Rodrigo Pacheco (PMDB-MG).

Parecer alternativo


Ontem nove deputados do PMDB, incluindo o líder do partido, apresentaram um parecer alternativo ao do deputado Sergio Zveiter, recomendando que a Câmara não autorize o prosseguimento, no STF, da denúncia contra o presidente da República.

Ao todo já há quatro votos alternativos, dois favoráveis e dois contrários à denúncia. Caso o relatório de Zveiter seja rejeitado, um desses pareceres pode ser utilizado como relatório final.

Expectativa de votação


O presidente da CCJ espera votar o parecer até sexta-feira, mas negou que o governo tenha pedido pressa à comissão. “Nem a base do governo, nem o presidente Rodrigo Maia me pediram para acelerar o processo”, disse Pacheco.

Já o líder do governo no Congresso, deputado André Moura (PSC-SE), quer votar o processo na CCJ até quinta e levar o assunto a Plenário já na sexta-feira.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, também defendeu que a Câmara tome uma decisão o mais rápido possível sobre a denúncia para poder retomar a agenda das reformas econômicas, como a da Previdência e a tributária. “Não podemos deixar esse assunto para agosto, mas esta é minha opinião”, afirmou Maia.