Política

Mesmo em Brasília, Ricardo não vai a encontro com Michel Temer

Presidente reuniu governadores para tratar da dívida dos estados. 




Mesmo em Brasília, o governador Ricardo Coutinho (PSB) optou por não participar do jantar promovido pelo presidente Michel Temer (PMDB), na noite desta terça-feira (13), com os governadores dos estados. O governo federal tenta articular uma negociação e apresentou um cronograma para regulamentação do refinanciamento das dívidas que as unidades da Federação têm com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Ao todo, participaram do jantar, no Palácio da Alvorada, 16 governadores, quatro vice-governadores e presidentes de bancos públicos como o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal. Os ministros da Casa Civil, Eliseu Padilha; da Fazenda, Henrique Meirelles; e do Planejamento, Dyogo Oliveira, também estiveram no encontro. 

Ricardo, que teve audiência com a presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia, para tratar da retomada das obras do Eixo Norte da Transposição do Rio São Francisco, e logo em seguida viajou para a Argentina, a fim de participar nesta quarta-feira (14), na Embaixada do Brasil, do lançamento do voo inaugural da Gol Linhas Inteligentes entre a capital da Argentina e João Pessoa, a partir do dia 1º de julho.

Proposta 

Na abertura do encontro com os governadores, o presidente Michel Temer sugeriu a adoção de um "caminho saudável" para os estados e "que não seja prejudicial" para o BNDES e nem para a União. "Eu apreciaria muito que nós todos pudéssemos ter uma solução para a questão do BNDES. Há dívidas lá que são garantidas pela União, têm um determinado tratamento, e dívidas não garantidas pela União, que têm outro tratamento", afirmou, antes de pedir ao novo presidente do BNDES, Paulo Rabelo Castro, que apresentasse um levantamento sobre o tema.

Sobre as condições para a garantia de novos empréstimos, o governador de Goiás, Marconi Perillo (porta-voz dos governadores), disse que Paulo Rabelo Gastro apresentou um "mecanismo" que os relaciona a leis que garantam a eficiência econômica dos estados. "Já aprovamos um conjunto de leis que garantem teto de gastos e outras medidas de eficiência no gasto público. O que eu pedi foi que ele definisse um paradigma, uma espécie de limites em relação ao que eles desejam que os estados façam", disse.