Política

Reitor encaminha ofício ao governo com solicitação de auditoria na UEPB

Professores decidem manter greve e participam de sessão na Assembleia nesta quinta (18). 




Divulgação
Divulgação
Professores reivindicam reajuste salarial de 23,61% para repor perdas dos últimos quatros anos

Diante do posicionamento de integrantes do governo do Estado, em declarações feitas sobre a Universidade Estadual da Paraíba em espaços midiáticos, enfatizando que existe má gestão na UEPB, a Administração Central da Instituição encaminhou ofício ao governador propondo que o Chefe do Executivo Estadual determine à Controladoria Geral do Estado (CGE) a instalação imediata de uma auditoria em todos os setores administrativos da Universidade, a fim de aprofundar a atuação do órgão que, rotineiramente, já desempenha atividades próprias na UEPB, à semelhança do que faz nos demais órgãos estaduais.

No ofício, o reitor Rangel Junior cita que enquanto segmentos da sociedade civil paraibana estiverem deduzindo e replicando que há um problema de eficácia e eficiência na gestão superior da UEPB, a questão pode ser enfrentada de forma menos peremptória, posto que todas as gestões, pública ou privada, são susceptíveis de avaliações negativas ou positivas, a depender da subjetividade, do contexto e até dos interesses pontuais.

“No entanto, o mesmo não se pode dizer da insinuação presente na frase e na consequente interpretação pela sociedade que sugere, ainda que subliminarmente, que a ‘má gestão’ pode estar associada a atos do ordenador de despesas que caracterizam desvios de condutas – éticos, morais e legais, suscitando que o reitor não age com probidade na utilização dos recursos públicos”, destaca.

Conforme o reitor menciona no ofício, “até o presente momento os interlocutores do governo estadual não apresentaram à sociedade paraibana nenhum argumento fático e/ou probatório alusivo à suposta ‘má gestão’, limitando-se a dizer frases lacunares e de efeito, que assumem muito mais o perfil de um discurso panfletário do que propriamente o de uma ação pautada na responsabilidade, como se espera de autoridade investida em cargo de destaque na estrutura estadual”.

Rangel Junior ressalta que “infelizmente, o conteúdo e a reiterada utilização deste discurso oficial nos espaços midiáticos não somente depõe contra a idoneidade do reitor, mas, sobretudo, macula a imagem da UEPB, instituição cinquentenária que possui história reconhecida de prestação de serviços educacionais à Paraíba e ao Nordeste”.

Nesse sentido, como a UEPB não dispõe dos mesmos espaços midiáticos para se contrapor aos argumentos apresentados pelos secretários de Estado, o reitor solicita a auditoria da CGE, bem como propõe que o governador solicite ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-PB) a instalação de outra auditoria, a fim de que os procedimentos administrativos do reitorado não passem pelo crivo, apenas, de um órgão integrante do próprio Executivo.

Greve mantida

Reunidos em assembleia nesta quarta-feira (17) os professores efetivos da UEPB decidiram manter a greve, que já dura mais de um mês. Os docentes reivindicam reajuste de 23,61% para repor as perdas salariais dos últimos quatro anos. O presidente da ADUEPB, Nelson Júnior, informou que nesta quinta-feira (18), às 14 horas, os professores participam de sessão especial na Assembleia Legislativa em João Pessoa.

Em relação à greve dos professores, o reitor Rangel Júnior disse que questões salariais competem exclusivamente ao governo do Estado. Ele ressaltou que UEPB enfrenta dificuldades por não receber o orçamento de R$ 317 milhões para cobrir todas as despesas.