Política

No rastro da Lava Jato, partidos tentam conquistar vagas na Câmara

Siglas como o PSB de Ricardo querem aproveitar desgate para ganhar espaços. 




O envolvimento de partidos nas denúncias de propina a parlamentares, investigadas na Operação Lava Jato, acendeu um fio de esperança em outras legendas que sonham com uma cadeira no Congresso Nacional. Partidos ainda sem acento na Câmara Federal, como o PSB, PRB, PHS e PSL, são alguns dos que se articulam para aproveitar a desgate gerado sobre algumas siglas pelos escândalos de corrupção para tentar projeção nacional. Na bancada federal da Paraíba, onze dos 12 integrantes são filiados a siglas citadas na lista Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF). 

Além dos três deputados do PMDB – Veneziano, Hugo Motta, André Amaral – há deputados de partidos também investigados pela Procuradoria Geral da República (PGR), como o PT (Luiz Couto), PSDB (Pedro Cunha Lima), PP (Aguinaldo Ribeiro), DEM (Efraim Filho), PSD (Rômulo Gouveia), PR (Wellington Roberto), PTB (Wilson Filho), SD (Benjamin Maranhão). A única exceção é o PDT, que é representado pelo deputado Damião Feliciano. 

 

De olhos nestas cadeiras, o PSB do governador Ricardo Coutinho é o que mais tem revelado disposição para ocupar espaços na Câmara. O partido tem sete deputados estaduais, mas nenhum federal. O deputado Gervásia Maia (PSB), que recuou das pretensões de aliados em jogá-lo para a disputa ao governo, é um dos que estaria interessado no cargo em Brasília. Outra socialista que se projeta como opção é a deputada Estela Bezerra (PSB), apesar de afirmar que não há problemas em concorrer novamente para o cargo de deputada estadual. 

Já o PRB, da chamada 'bancada da bíblia', que conseguiu espaços na Assembleia Legislativa com a eleição do deputado Jutay Menezes e na Câmara Municipal de João Pessoa, com o bispo José Luiz, agora sonha em ter um nome na bancada federal. O vereador disse que a projeção é que Jutay seja o carro-chefe do partido para a disputa em 2018, mas a Igreja Universal ainda vai se reunir para avaliar a possibilidade de lançar um outro pastor.

PHS 

Sem representantes na Assembleia Legislativa, o PHS tem a meta ousada para eleger pelo menos dois deputados federais no próximo ano. Para alcançar seus objetivos, o presidente estadual do apertido, Benjamim Paiva, disse que a legenda pretende focar em lideranças com mandato e que integrem partidos que respondam a denúncias, no contexto nacional.

Estranho no ninho 

Ainda filiado ao DEM, o deputado João Henriques pretende deixar o partido para tentar uma vaga na Câmara Federal. Insatisfeito no partido, o parlamentar está à procura de uma legenda não envolvida em polêmica. Além dos planos para Brasília, o parlamentar também pretende lançar a esposa e ex-prefeita de Monteiro, Edna Henriques, para a Assembleia Legislativa.